A opção por Marlos contra o Botafogo não foi baseada apenas no fato de o técnico Ricardo Gomes considerá-lo talentoso e um futuro promissor. O jogador de 21 anos ganhou uma chance como titular porque o chefe, por enquanto, não está satisfeito com o rendimento dos reforços que chegaram para resolver o problema da ligação entre o meio de campo e o ataque.
A primeira tentativa foi com Marcelinho Paraíba. Ele foi titular no começo do ano, mas, aos poucos, foi perdendo espaço e atualmente tem entrado nos minutos finais das partidas.
A diretoria já avalia se contratar o veterano de 34 anos foi um erro, acarretado por uma falsa ilusão causada pelo bom desempenho que ele teve no último Campeonato Brasileiro, jogando pelo Coritiba.
Marcelinho Paraíba voltou ao clube, depois de 10 anos, como solução. Até aqui, porém, não provou ter sido uma aposta acertada da diretoria. O salário na faixa dos R$ 150 mil é considerado alto pelo pouco que ele produziu em campo. Fora dele, ainda tem abusado das noitadas.
Sem ter Marcelinho em boas condições, Ricardo Gomes decidiu então apostar em Léo Lima. No começo, deu certo. Ele foi bem nas vitórias sobre Rio Branco e Nacional, empolgou o torcedor, mas não demorou para cair de rendimento. As pífias atuações nas derrotas para Bragantino e Corinthians fizeram o treinador sacá-lo da equipe que empatou com o Monterrey.
Domingo, contra o Botafogo, ele ficou fora porque estava suspenso pelo terceiro cartão amarelo, mas deve permanecer no banco para enfrentar o Santo André, amanhã. Léo Lima foi apontado como um dos culpados pela lentidão do meio, além de abusar das jogadas de efeito em momentos desnecessários.
Ontem, ao lado de Washington, ele ficou trabalhando fundamentos. A cena foi até constrangedora. Apenas os dois jogadores ficaram em um dos campos do CT com o treinador. Eles trabalharam passes e finalizações, enquanto os outros atletas ficaram no Reffis ou, no máximo, fizeram uma corrida leve no gramado, até mesmo os que não enfrentaram o Botafogo.
Alto investimento
A situação de Cléber Santana não é muito diferente. O jogador, até agora, não rendeu o que se esperava dele. Quando aceitou pagar 1,5 milhão (R$ 3,5 milhões) para comprar 50% dos direitos federativos do Atlético de Madrid, o presidente Juvenal Juvêncio imaginou estar fazendo um investimento seguro.
Em campo, porém, o ex-santista ainda não se firmou. Ele tem alternado boas e más atuações e, por isso, vive um constante entra e sai da equipe. Foi titular contra o Monterrey, mas ficou no banco contra o Botafogo.
Pelo jeito, Cléber Santana terá de esperar um pouco mais para ter outra chance porque, além de Marlos, Jorge Wagner também foi bem contra o Botafogo, com duas assistências.
“A concorrência é grande. O importante é respeitar o que o Ricardo decidir†, disse o lateral-esquerdo Junior Cesar, que também já amargou o banco.
Medalhões em baixa
Reforços não correspondem e Ricardo Gomes apela para Marlos
Fonte Jornal da tarde
6 de Abril de 2010
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