São Paulo e Corinthians se enfrentam com atacantes em fases opostas
Fonte Folha de São Paulo
28 de Março de 2010
2009. Enquanto Ronaldo era unanimidade no Corinthians, Washington era chamado de "caneleiro" no São Paulo.
2010. Enquanto Washington se tornou [quase] unanimidade, Ronaldo é chamado de "gordo", de forma nada carinhosa, pelos torcedores corintianos.
A troca de papéis entre os principais atacantes de Corinthians e São Paulo é visível neste início de temporada. Tornou-se ainda mais aparente na última quarta-feira, quando as duas equipes perderam suas partidas no Estadual.
O camisa 9 são-paulino não esteve em campo na derrota para o Bragantino. Poupado por Ricardo Gomes, sua ausência foi considerada um dos fatores para o quarto revés do time tricolor nesta temporada.
Sentir falta de Washington seria algo impensável há alguns meses. Na maior parte do ano passado, o atacante, criticado pelas inúmeras chances de gol que perdia, não teve sequer vaga de titular garantida no time.
Agora, o camisa 9 é quem vê uma disputa por um lugar a seu lado. Dagoberto, titular absoluto no ano passado, e Fernandinho, que ainda tenta recuperar a forma física, disputam a outra vaga do ataque tricolor.
Ronaldo, pelo contrário, foi titular no 1 a 0 a favor do Paulista. Seu desempenho pífio em campo motivou cobranças e xingamentos da torcida, cena inimaginável há um ano.
Para piorar, o camisa 9 corintiano respondeu com um gesto obsceno às ofensas de um de seus críticos ao deixar o estádio em Barueri. Para minimizar sua primeira crise com os organizados alvinegros, pediu desculpas no dia seguinte.
Os números dos dois atacantes no ano também ajudam a explicar a mudança de tratamento que Washington e Ronaldo experimentam em 2010.
O são-paulino já marcou 11 gols. É artilheiro de seu time tanto no Paulista (seis) como na Libertadores (cinco).
Em contrapartida, Ronaldo, o maior goleador da história das Copas do Mundo, anotou só dois gols. Três meses após o início da temporada, o atacante ainda luta para conquistar uma forma física compatível com a de um jogador profissional.
"A gente considera muito o Ronaldo e sabe que sua recuperação é muito importante. Ela vai acontecer, e vamos trabalhar para que seja o mais rápido possível", disse Mano Menezes.
No São Paulo, o temor é que a equipe possa se tornar dependente dos gols de Washington, autor de 29% dos tentos do clube durante a temporada.
"Não acho que o time esteja [dependente], mas, no último jogo, um atacante como eu fez muita falta", declarou o camisa 9, que, assim como Ronaldo, tem presença garantida no clássico de hoje à tarde.
CORINTHIANS
Rafael Santos; Moacir, Paulo André [Leandro Castan], William e Roberto Carlos; Ralf, Jucilei, Elias e Danilo; Dentinho e Ronaldo.
Técnico: Mano Menezes
SÃO PAULO
Rogério; Jean [Cicinho], Alex Silva, Miranda e Junior César; Rodrigo Souto, Cléber Santana, Hernanes e Léo Lima [Jean]; Dagoberto e Washington.
Técnico: Ricardo Gomes
Local: estádio do Pacaembu, em São Paulo
Horário: 16h
Juiz: Wilson Luiz Seneme
2010. Enquanto Washington se tornou [quase] unanimidade, Ronaldo é chamado de "gordo", de forma nada carinhosa, pelos torcedores corintianos.
A troca de papéis entre os principais atacantes de Corinthians e São Paulo é visível neste início de temporada. Tornou-se ainda mais aparente na última quarta-feira, quando as duas equipes perderam suas partidas no Estadual.
O camisa 9 são-paulino não esteve em campo na derrota para o Bragantino. Poupado por Ricardo Gomes, sua ausência foi considerada um dos fatores para o quarto revés do time tricolor nesta temporada.
Sentir falta de Washington seria algo impensável há alguns meses. Na maior parte do ano passado, o atacante, criticado pelas inúmeras chances de gol que perdia, não teve sequer vaga de titular garantida no time.
Agora, o camisa 9 é quem vê uma disputa por um lugar a seu lado. Dagoberto, titular absoluto no ano passado, e Fernandinho, que ainda tenta recuperar a forma física, disputam a outra vaga do ataque tricolor.
Ronaldo, pelo contrário, foi titular no 1 a 0 a favor do Paulista. Seu desempenho pífio em campo motivou cobranças e xingamentos da torcida, cena inimaginável há um ano.
Para piorar, o camisa 9 corintiano respondeu com um gesto obsceno às ofensas de um de seus críticos ao deixar o estádio em Barueri. Para minimizar sua primeira crise com os organizados alvinegros, pediu desculpas no dia seguinte.
Os números dos dois atacantes no ano também ajudam a explicar a mudança de tratamento que Washington e Ronaldo experimentam em 2010.
O são-paulino já marcou 11 gols. É artilheiro de seu time tanto no Paulista (seis) como na Libertadores (cinco).
Em contrapartida, Ronaldo, o maior goleador da história das Copas do Mundo, anotou só dois gols. Três meses após o início da temporada, o atacante ainda luta para conquistar uma forma física compatível com a de um jogador profissional.
"A gente considera muito o Ronaldo e sabe que sua recuperação é muito importante. Ela vai acontecer, e vamos trabalhar para que seja o mais rápido possível", disse Mano Menezes.
No São Paulo, o temor é que a equipe possa se tornar dependente dos gols de Washington, autor de 29% dos tentos do clube durante a temporada.
"Não acho que o time esteja [dependente], mas, no último jogo, um atacante como eu fez muita falta", declarou o camisa 9, que, assim como Ronaldo, tem presença garantida no clássico de hoje à tarde.
CORINTHIANS
Rafael Santos; Moacir, Paulo André [Leandro Castan], William e Roberto Carlos; Ralf, Jucilei, Elias e Danilo; Dentinho e Ronaldo.
Técnico: Mano Menezes
SÃO PAULO
Rogério; Jean [Cicinho], Alex Silva, Miranda e Junior César; Rodrigo Souto, Cléber Santana, Hernanes e Léo Lima [Jean]; Dagoberto e Washington.
Técnico: Ricardo Gomes
Local: estádio do Pacaembu, em São Paulo
Horário: 16h
Juiz: Wilson Luiz Seneme
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