São Paulo é condenado a pagar multa milionária para ex-jogador
A decisão ocorreu ontem (22)
O São Paulo Futebol Clube enfrenta uma nova adversidade fora de campo, sendo condenado a pagar uma multa superior a R$ 2 milhões à empresa Datasoccer, que representava o meia André Anderson. A decisão foi proferida na última terça-feira, dia 22 de setembro de 2026, em decorrência de uma disputa contratual que envolve pagamentos não realizados durante a breve passagem do jogador pelo clube.
André Anderson foi contratado pelo Tricolor em abril de 2022, por meio de um empréstimo da Lazio, e permaneceu até junho de 2023, totalizando apenas 12 partidas sem contribuírem em gols ou assistências. O clube firmou um contrato que previa um pagamento mensal de R$ 100 mil, além de um adicional em euros, que segundo a empresa, não foram quitados conforme o combinado.
A Datasoccer alegou que o São Paulo deixou de pagar sete parcelas mensais e não realizou o pagamento do valor acordado em moeda estrangeira, o que levou à ação judicial. Em sua defesa, o clube argumentou que o contrato deveria ser analisado pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas, em virtude das lesões que afetaram o desempenho do atleta, o que teria tornado o contrato economicamente inviável.
Entretanto, o tribunal decidiu que os pagamentos não estavam condicionados ao rendimento esportivo de André Anderson e, portanto, a defesa do São Paulo não foi aceita. A condenação final estabeleceu que o clube deve pagar R$ 700 mil, além de R$ 1.356.752,00, referentes aos valores em euros, totalizando um montante que ainda será atualizado pela Selic e pelo IPCA, podendo ultrapassar R$ 2,5 milhões.
Além do montante a ser pago à empresa agenciadora, o clube arcará com custos processuais e honorários advocatícios de 10% sobre o valor final da causa. Essa situação pode impactar a gestão financeira do São Paulo, que já enfrenta desafios em meio a um contexto competitivo exigente no futebol brasileiro.
A passagem de André Anderson pelo São Paulo foi marcada por lesões que limitaram sua participação, resultando em um retorno à Lazio e, posteriormente, sua transferência para o Pouso Alegre, da quarta divisão mineira, em janeiro de 2026. O desfecho deste caso ressalta a importância da gestão de contratos e a necessidade de uma comunicação clara entre clubes e agências que representam jogadores.
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