A Comissão de Ética do São Paulo decidiu arquivar a representação que solicitava o afastamento e a abertura de processo disciplinar contra o presidente Harry Massis. O pedido, que previa punições que poderiam levar até à expulsão do dirigente do quadro social do clube, havia sido protocolado no final de julho por um grupo de conselheiros da oposição.
O documento alegava indícios de gestão temerária e infrações estatutárias. Contudo, o relator do órgão considerou que as acusações perderam o objeto ou foram apresentadas fora dos prazos previstos pelo Regimento Interno.
Quitação do transfer ban motiva extinção do caso
Um dos pontos centrais da representação era a punição de transfer ban imposta pela Fifa ao São Paulo devido ao atraso no pagamento da contratação do volante Marcos Antônio junto à Lazio. No início de agosto, enquanto o pedido era analisado, a diretoria quitou o débito de 1,05 milhão de euros (cerca de R$ 6,2 milhões) e derrubou o bloqueio na entidade internacional.
Diante do pagamento, a Comissão de Ética determinou a extinção do caso sem julgamento do mérito por "perda superveniente do objeto". A relatoria ressaltou que a quitação posterior demonstrou boa-fé da diretoria e que o atraso pontual não configura, por si só, gestão temerária.
Alegações intempestivas e articulação por recurso
Sobre as demais acusações — que citavam atrasos salariais e decisões no departamento de futebol —, a Comissão considerou a maioria intempestiva por ultrapassar o limite de 15 dias para representação estatutária. O parecer também criticou a formulação do texto, apontando a presença de "alegações vagas" e falta de documentação comprobatória individualizada.
A decisão do órgão gerou insatisfação imediata entre os conselheiros opositores. O grupo questiona os critérios adotados pela comissão e já estuda medidas para recorrer do arquivamento nos órgãos internos do clube.
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