A tentativa de Julio Casares de deixar o quadro associativo do São Paulo não interrompeu o processo disciplinar em andamento. A Comissão de Ética manteve a audiência marcada para esta quinta-feira (30) e dará sequência ao caso, que poderá terminar com o encaminhamento do ex-presidente para expulsão do clube.
A Comissão fundamentou sua decisão no artigo 38 do Estatuto Social do São Paulo. O dispositivo estabelece que um associado não pode se desligar do clube enquanto responde a um procedimento disciplinar, motivo pelo qual o pedido de desligamento apresentado por Casares não impede a continuidade do processo.
Processo continua mesmo sem defesa
Na prática, a Comissão de Ética entende que, ainda que Julio Casares não compareça à audiência ou opte por não apresentar defesa, o procedimento seguirá normalmente até sua conclusão.
Ao final da apuração, o relatório será encaminhado ao Conselho Deliberativo, que decidirá se aprova ou não a eventual expulsão do ex-presidente do quadro associativo do São Paulo. Esse é o rito previsto pelo Estatuto do clube.
Quem conduz a acusação
A acusação será conduzida pela advogada Amanda Nunes, com auxílio dos conselheiros Caio Forjaz e Carlos Sadi, conforme revelou Gabriel Sá.
O processo disciplinar é independente das investigações conduzidas pelas autoridades sobre a gestão de Julio Casares e trata exclusivamente das possíveis infrações ao Estatuto e às normas internas do São Paulo.
Entenda o caso
Julio Casares renunciou ao cargo de conselheiro e também solicitou seu desligamento do quadro associativo do São Paulo. A expectativa era de que essa medida pudesse encerrar sua vinculação com o clube.
No entanto, a Comissão de Ética entendeu que o artigo 38 do Estatuto impede o desligamento de um associado enquanto houver um procedimento disciplinar em andamento. Com isso, a audiência foi mantida e o processo segue normalmente, podendo resultar na expulsão definitiva de Casares do São Paulo.