O ex-presidente Julio Casares tomou uma decisão que muda os rumos de seu processo disciplinar no São Paulo. Um dia antes da audiência marcada pela Comissão de Ética do clube, Casares renunciou ao cargo de conselheiro e solicitou seu desligamento do quadro associativo, movimento que ocorre às vésperas do julgamento que poderia resultar em sua expulsão definitiva do Tricolor.
A audiência estava marcada para esta quinta-feira (30), quando Casares prestaria depoimento no processo instaurado pela Comissão de Ética. Após a oitiva, o colegiado elaboraria um relatório que seria encaminhado ao Conselho Deliberativo, responsável pela decisão final sobre uma eventual expulsão do ex-dirigente do quadro social do clube.
Processo de expulsão foi aberto após impeachment
O procedimento contra Julio Casares teve início após sua saída da presidência do São Paulo. Em abril, a Comissão de Ética recebeu oficialmente uma representação para investigar o ex-mandatário e analisar um pedido de expulsão do quadro associativo, com base nas denúncias relacionadas à sua gestão.
As investigações envolvem suspeitas de irregularidades administrativas, entre elas despesas milionárias sem comprovação adequada e outros fatos que também são objeto de apuração pelas autoridades competentes. Casares, por sua vez, nega todas as acusações e afirma ser inocente, classificando o processo como resultado de uma disputa política dentro do clube.
Renúncia repete estratégia adotada no impeachmentEsta não é a primeira vez que Julio Casares renuncia a um cargo antes da conclusão de um processo interno. Em janeiro, após o Conselho Deliberativo aprovar seu impeachment, o então presidente apresentou sua carta de renúncia antes que a Assembleia Geral de sócios pudesse ratificar a decisão. Na ocasião, alegou perseguição política, necessidade de preservar sua família e afirmou que sua saída não representava admissão de culpa. :}
O que acontece agora?Ainda não está claro quais serão os efeitos jurídicos e estatutários do pedido de desligamento apresentado por Casares sobre o processo disciplinar em andamento. O Estatuto do São Paulo prevê a expulsão de associados em determinadas situações, mas caberá aos órgãos internos do clube definir se o procedimento continuará mesmo após o pedido de saída do ex-presidente. Até o momento, o São Paulo não divulgou um posicionamento oficial sobre a situação.
O Cagares tem que devolver tudo que roubou e ser expulso da entidade.