O São Paulo trabalha nos bastidores para resolver uma das situações mais delicadas desta temporada: o transfer ban imposto pela FIFA, que impede o clube de registrar novos jogadores. Para conseguir quitar a dívida que originou a punição, a diretoria estuda alternativas financeiras que envolvem receitas futuras do Morumbis.
Segundo informação publicada pelo UOL, o presidente Harry Massis e o diretor financeiro Sérgio Pimenta se reuniram para discutir formas de levantar recursos rapidamente e regularizar a situação do clube perante a FIFA.
A prioridade da diretoria é quitar a pendência referente à primeira parcela da contratação do volante Marcos Antônio, dívida que resultou na punição e que impede o São Paulo de registrar oficialmente seus reforços.
Ticketmaster pode assumir operação da bilheteria
Entre as alternativas analisadas está a antecipação de receitas do futuro contrato da empresa que passará a operar a bilheteria do Morumbis.
A atual operadora, Total Acesso, deve deixar o serviço, e a Ticketmaster aparece como principal candidata para assumir a operação dos ingressos do estádio. A ideia é utilizar parte dos valores que seriam pagos pelo novo contrato para gerar caixa imediato e solucionar o problema financeiro.
Ainda não foram divulgados detalhes sobre o formato da negociação, o período do possível contrato nem quais receitas fariam parte da antecipação.
Também não está claro se a Ticketmaster ficaria apenas responsável pela plataforma de venda e operação da bilheteria ou se teria participação em outras receitas relacionadas aos ingressos, incluindo jogos, eventos e benefícios ligados ao programa de Sócio Torcedor.
Live Nation também entra nas negociações
Outra possibilidade estudada pela diretoria envolve a antecipação de recebíveis da Live Nation, empresa responsável por grandes shows realizados no Morumbis.
Nos últimos anos, o estádio se consolidou como um dos principais palcos de eventos da América do Sul, gerando receitas importantes para o clube. Antecipar parte desses valores permitiria ao São Paulo obter recursos imediatamente para quitar a dívida e encerrar o transfer ban.
Objetivo é liberar os reforços
A urgência da diretoria tem um motivo claro: permitir o registro dos jogadores contratados nesta janela de transferências.
O zagueiro Domingos Duarte, por exemplo, já assinou contrato, realiza treinamentos normalmente, mas ainda não pode estrear oficialmente enquanto a punição da FIFA permanecer em vigor.
Além dele, outros reforços também dependem da regularização da situação para ficarem à disposição do técnico Dorival Júnior.
Solução imediata ou novo desafio para o futuro?
A busca pela antecipação de receitas mostra que a diretoria tenta encontrar uma saída rápida para resolver um problema urgente. No entanto, esse tipo de operação também levanta discussões sobre o impacto financeiro nos próximos anos, já que parte das receitas futuras pode ser utilizada para cobrir necessidades atuais.
A possível chegada da Ticketmaster pode representar uma modernização na venda de ingressos e na operação da bilheteria do Morumbis. Por outro lado, será fundamental conhecer todos os detalhes do contrato para entender se o São Paulo estará apenas trocando a empresa responsável pelo serviço ou se também cederá parte relevante da arrecadação futura.
Outro ponto que merece atenção é a situação do Sócio Torcedor. Ainda não há informação sobre mudanças no sistema, nos benefícios, nas prioridades de compra ou na distribuição de ingressos aos associados.
Agora resta saber qual será o modelo adotado pelo São Paulo e se a estratégia será suficiente para colocar fim ao transfer ban sem comprometer ainda mais o planejamento financeiro do clube.
E você, torcedor? Acredita que antecipar receitas da Ticketmaster e da Live Nation é a melhor saída para resolver o problema imediato ou o São Paulo corre o risco de criar uma dificuldade ainda maior para o futuro?
Próximo passo é virar um Corinthians na vida é adotar a política do "devo e não nego, pago quando puder, e se quiser"... bora gastar!
Quem diria! Nosso time, que já foi exemplo de administração em toda a América Latina; devido a administrações desastrosas, hoje vive à cata de moedas para tentar pagar parte das dívidas.