Novo homem forte do futebol do São Paulo após a demissão de Rui Costa, o ídolo Rafinha concedeu uma entrevista bombástica e sem rodeios ao portal ge. Durante 30 minutos, o agora executivo de futebol detalhou a transição dos gramados para a cartola, admitiu a existência de um mês de atraso nos direitos de imagem e revelou bastidores quentes sobre saídas, contratações e renovações no CT da Barra Funda.
Admitindo que "jogar era muito mais fácil" e que a nova função impõe um "muro bem alto", Rafinha usou de sua transparência habitual para tranquilizar a torcida sobre o futuro de Jonathan Calleri, ao mesmo tempo em que explicou as saídas e contratações do elenco comandado por Dorival Júnior.
Otimismo por Calleri e cautela com Lucas Moura
Se as conversas para a renovação do camisa 9 pareciam travadas, o tom do novo executivo trouxe esperança ao torcedor são-paulino. Rafinha revelou que Calleri tem feito concessões importantes para se adequar à realidade financeira do clube:
"O Calleri gosta de estar no São Paulo, ama esse clube. Ele entendeu o momento e a necessidade atual, não podemos fazer loucuras. Tenho certeza de que vamos ter um final feliz. Ele quer ficar, o São Paulo quer que ele fique, e teremos boas notícias nos próximos dias", garantiu o dirigente.
Já em relação a Lucas Moura, Rafinha confirmou uma reunião recente com o empresário do atleta, mas deixou claro que o foco absoluto do momento é a recuperação física do camisa 7. O executivo ressaltou que todos os atletas do elenco precisarão se adequar ao momento financeiro da instituição.
Verdades sobre Alan Franco e perdão a Arboleda
Um dos pontos mais sensíveis abordados foi a saída de Alan Franco para o Tigres, do México. Rafinha desmentiu categoricamente os boatos de que o zagueiro teria saído por conta dos atrasos no direito de imagem e revelou um desgaste pessoal que durou dois meses:
"Faz dois meses que eu tentava convencer o Alan a ficar. Chamamos o Dorival, conversamos, mas foi uma decisão dele. Ele quis ir embora e mudar de ares. É ruim para nós? Muito ruim. Mas não podemos segurar um jogador do portão para dentro se a cabeça dele está fora", explicou.
Por outro lado, o dirigente justificou a reintegração de Arboleda ao grupo principal após momentos de turbulência e punições disciplinares. Segundo Rafinha, punir o zagueiro mantendo-o afastado seria penalizar o próprio São Paulo:
"Ele errou grande com a gente e o clube o penalizou com multa. Mas não podemos crucificar o Arboleda e penalizar o São Paulo ao mesmo tempo. É um jogador caro e de muita qualidade. O Dorival e o elenco conversaram com ele, ele pediu desculpas e hoje está focado em nos ajudar", pontuou.
Ligação para Mario Götze e novos reforços
Rafinha também detalhou como usou sua rede de contatos na Europa para fechar com os novos reforços do Tricolor. Para trazer o lateral-direito Aurélio Buta, o dirigente revelou ter ligado para o astro alemão Mario Götze, seu ex-companheiro de Bayern de Munique, para obter referências do atleta que atuava no Eintracht Frankfurt.
Além disso, destacou o esforço para convencer o zagueiro português Domingos Duarte a deixar o Getafe-ESP, usando a dimensão do São Paulo como atrativo frente a clubes de menor expressão do futebol europeu. O executivo indicou que o São Paulo ainda busca "mais uma ou duas peças" no mercado, mas ressaltou que não desmanchará o time de Dorival com vendas açodadas.
E aí, torcedor do Tricolor? Gostou da postura sincera de Rafinha na nova função? Acredita que a renovação de Calleri agora vai engrenar? Deixe seu comentário abaixo e participe do debate!
nem Lucas e nem Calleri economizava 4 milhões por mês, coloca a mulequeda pra resolver.
Se acabarem as vendas de grandes promessas abaixo de R$ 150 milhões fico tranquilo. Senão pouco muda.