O Conselho Deliberativo do São Paulo Futebol Clube decidiu, em votação recente, pelo retorno de Olten Ayres à presidência do órgão, após rejeitar a prorrogação de seu afastamento por mais 120 dias. Olten havia se distanciado do cargo em maio para se preparar para sua defesa em resposta a uma denúncia de gestão temerária apresentada por Harry Massis, presidente do clube, que gerou uma crise institucional significativa.
A votação mostrou um cenário dividido: 120 conselheiros se opuseram à manutenção do afastamento, enquanto 118 apoiaram a suspensão temporária do presidente. Essa proposta de prolongar a suspensão surgiu após recomendações da Comissão de Ética, que indicou o afastamento preventivo de Olten até que a apuração do caso se concluísse.
O controlo do poder dentro do clube se intensificou, especialmente quando, em abril, Olten destituiu membros da Comissão de Ética que estavam ativamente investigando a denúncia. No entanto, essa decisão foi invalidada, e os conselheiros afastados foram readmitidos. Além da questão interna, Olten também enfrenta um inquérito policial por possíveis irregularidades durante a gestão anterior, envolvendo uma reforma estatutária.
A polêmica começou a ganhar forma a partir da proposta de reforma estatutária apresentada em dezembro pelo ex-presidente Julio Casares, que buscava modificar requisitos relacionados a decisões estruturais do clube. Após um parecer da Comissão Legislativa que se opôs à proposta, Olten Ayres lançou uma nova comissão para revisar o estatuto, alegando que a análise anterior não deveria encerrar o debate.
A atual situação no São Paulo Futebol Clube reflete um contexto mais amplo de disputas internas e a importância de garantir a governança adequada. A necessidade de uma reestruturação no estatuto e o papel das comissões destacam a fragilidade da estabilidade no clube. Com o retorno de Olten, o foco agora se desloca para a recomposição das relações institucionais e o fortalecimento da base de decisões coletivas.
Olten se manifestou de maneira positiva sobre a decisão do Conselho, ressaltando a importância do respeito às normas que regem a instituição. Ele enfatizou que o acolhimento do colegiado às suas argumentações reafirma a necessidade de garantir um ambiente de defesa e transparência dentro do clube.
O próximo passo para o Conselho Deliberativo é abordar a suspensão em definitivo do dirigente, que ainda não tem data marcada para ocorrer. A continuidade da crise interna pode impactar diretamente o desempenho do clube em campo, refletindo na atmosfera entre torcedores e colaboradores.