A recente demissão de Roger Machado do comando técnico do São Paulo gerou uma onda de turbulências dentro da estrutura do clube. A saída do treinador, que era apoiada por Rui Costa, executivo de futebol, trouxe à tona um ambiente de insatisfação entre a torcida e o Conselho Deliberativo. Isso aumentou a pressão sobre Costa, que, embora mantenha o cargo, enfrenta um cenário de questionamento quanto à sua permanência na diretoria.
Rui Costa, que tem um histórico na montagem de elencos de sucesso, agora vive um momento delicado após a eliminação do time na Copa do Brasil. O reconhecimento de sua responsabilidade é evidente nas suas declarações, onde ele menciona não se isentar do fracasso que culminou na saída de um treinador, sendo este o segundo a deixar o cargo sob sua gestão neste ano.
No entanto, a sua situação pode ser prejudicada caso o clube não consiga uma resposta rápida e eficaz para a negociação com Dorival Júnior, um possível novo treinador. Costa optou por se deslocar a Florianópolis para tratar pessoalmente da contratação, enquanto a pressão em São Paulo se intensificou com protestos da torcida organizada, que se manifestou em frente ao centro de treinamento do clube.
A avaliação do trabalho de Rui Costa é considerada justa apenas desde o início de 2023, quando o clube passa por uma reestruturação sob a presidência de Harry Massis. Antes disso, ele dividia funções com Carlos Belmonte, o que complicava a dinâmica de comando e gestão dentro do departamento de futebol.
O desafio imediato é a busca por um técnico que possa trazer estabilidade e resultados consistentes ao time, fundamentais para a recuperação no cenário do Campeonato Brasileiro. O sucesso ou insucesso na contratação de Dorival poderá ser determinante para a manutenção de Rui Costa no cargo, colocando em evidência a fragilidade da gestão em um momento crítico.
Passou da hora de sair, muito mais que Roger Machado.
Esse era outro que já nem deveria estar no clube, assim como o Rafinha. Mas esse presidente é uma múmia que não resolve nada.