O São Paulo Futebol Clube está em negociações avançadas para acerto financeiro com o ex-treinador Roger Machado, a fim de cumprir com a multa rescisória decorrente de sua demissão. A diretoria busca parcelar o montante de R$ 2,1 milhões, visando atenuar o impacto imediato em seu caixa, especialmente em um momento financeiro delicado para o clube.
Após a eliminação da Copa do Brasil, a saída de Machado foi decidida rapidamente, considerando o desgaste resultante de sua gestão, que enfrentou críticas tanto da torcida quanto internamente. As tratativas para a rescisão contratuais evoluíram logo após a sua demissão, realizada ainda em Caxias do Sul, onde o treinador foi comunicado sobre a decisão.
O relacionamento profissional entre o clube e Roger Machado foi avaliado como positivo durante sua passagem, o que facilitou o andamento das negociações. A diretoria, ciente das limitações financeiras, pretende estabelecer um acordo que não exacerbe os problemas econômicos atuais, principalmente após o recente áudio do presidente mencionando as dificuldades em arcar com outro tipo de rescisão.
O executivo Rui Costa, que teve um papel central na manutenção de Machado como treinador, reconheceu que a pressão externa teve um papel crucial na troca de comando. Apesar de um início promissor, a sequência de resultados negativos e as mudanças táticas não surtiram o efeito desejado, gerando desconforto entre torcedores e dirigentes.
Com a demissão já formalizada, o São Paulo agora direciona seus esforços para a contratação de um novo treinador. Dorival Júnior é considerado a prioridade para assumir o comando da equipe, e a expectativa é de que a escolha seja feita em breve, permitindo ao clube planejar suas próximas etapas no campeonato.