Um recente episódio envolvendo o presidente Harry Massis revelou preocupações financeiras do São Paulo, especialmente em relação aos pagamentos devidos a ex-treinadores. O clube enfrenta um passivo considerável de aproximadamente R$ 10 milhões, originado de compromissos não quitados com Hernán Crespo, Luis Zubeldía e Dorival Júnior.
A maior parte dessa obrigação financeira refere-se a Hernán Crespo, cujo vínculo com o clube culminou em uma rescisão que requer um pagamento de mais de R$ 4 milhões, referente à sua segunda passagem. Esse valor se soma aos R$ 2,1 milhões pagos anteriormente por sua primeira passagem, que se encerrou em 2021.
Além de Crespo, há um compromisso significante com Luis Zubeldía, que dirigiu o Tricolor entre 2024 e 2025. Apesar de não constar nos balanços formais do clube devido a um acordo no momento da demissão, estima-se que Zubeldía ainda tenha R$ 3 milhões a receber em decorrência de sua saída.
No tocante a Dorival Júnior, a situação é diferente, já que os R$ 3,2 milhões registrados não correspondem a uma rescisão, mas sim a parcelas pendentes de sua segunda passagem. O São Paulo já amortizou cerca de R$ 1,45 milhão desse montante entre 2024 e 2025.
Enquanto o clube se vê obrigado a honrar essas dívidas com antigos treinadores, não há registros de pendências financeiras com Thiago Carpini, que sucedeu Dorival e também deixou o cargo em 2024. Isso sugere que a gestão de elenco está sendo conduzida com algumas ações que buscam evitar mais ônus financeiros.
A situação financeira do São Paulo é, portanto, preocupante. O último balanço, referente a 31 de dezembro de 2025, evidenciou um passivo total de R$ 80,3 milhões atrelados a acordos trabalhistas e processos cíveis. Esses números refletem o desafio administrativo que a atual gestão enfrenta.
Além dos montantes significativos devidos aos ex-treinadores, o clube lida com uma lista extensa de credores, incluindo ex-jogadores e intermediários, complicando ainda mais suas finanças. A situação atual pressiona o São Paulo a encontrar soluções efetivas para equilibrar suas contas e buscar mais estabilidade financeira no futuro.
A continuidade dessa gestão e as decisões que forem tomadas nos próximos meses serão cruciais para a sustentabilidade do clube. O São Paulo precisa focalizar um planejamento estratégico que envolva não apenas a eliminação de pendências financeiras, mas também a construção de um elenco competitivo para as temporadas vindouras.