O clima no São Paulo se intensificou com a recente demissão de uma funcionária ligada à presidência do Conselho Deliberativo, Olten Ayres. A decisão, ocorrida na quarta-feira (6), foi motivada por uma investigação interna que apontou indícios de atuação irregular da secretária Ivana Zavatti, registrada como Assistente Administrativo desde fevereiro de 2021.
A análise dos registros de ponto revelou inconsistências significativas, com horas trabalhadas idênticas em dias consecutivos, levantando suspeitas sobre a veracidade da jornada de trabalho. A funcionária mantinha um regime de home office, realizando seus registros de ponto a partir de um endereço de e-mail associado a um escritório de advocacia do qual Olten Ayres é sócio, o que acentuou as dúvidas acerca de sua atividade real.
Além da demissão, a Comissão de Ética do clube recomendou o afastamento de Olten Ayres, evidenciando um quadro de descontentamento e divergências entre ele e o atual presidente, Harry Massis Jr. Um pedido formal de expulsão foi protocolado por Massis, o que poderá resultar na convocação de uma votação entre conselheiros sobre a continuidade de Ayres no cargo.
Essa movimentação ocorre em meio a um cenário conturbado dentro da gestão do São Paulo, intensificado por uma recente proposta de reforma estatutária. A tensão entre as partes envolvidas remete a disputas por poder que afetam a harmonia da estrutura diretiva do clube, especialmente com a proximidade de decisões estratégicas para o futuro da equipe.
No âmbito esportivo, o São Paulo se prepara para um desafio importante na Sul-Americana, com um treinamento decisivo antes da viagem ao Chile. A atuação do elenco e suas estratégias táticas ganham ainda mais relevância em meio a essa turbulência administrativa, exigindo que os jogadores mantenham o foco e a intensidade em busca de resultados positivos.