O São Paulo encerrou o ano de 2025 com um aumento significativo nas despesas relacionadas ao futebol profissional, superando amplamente as previsões financeiras estabelecidas. Enquanto o clube registrou um superávit, os gastos totais, que eram projetados em R$ 530,5 milhões, saltaram para R$ 687 milhões, com a folha salarial sendo o principal responsável por essa disparidade.
A gestão financeira revelou que aproximadamente R$ 366 milhões foram direcionados à folha de pagamento, compreendendo salários, direitos de imagem, encargos e benefícios. Somente com salários, o São Paulo desembolsou R$ 225,7 milhões, enquanto os direitos de imagem representaram R$ 102,5 milhões, refletindo um aumento considerável nas despesas com o elenco e a estrutura de suporte.
Outro aspecto preocupante foi o expressivo crescimento nas comissões para intermediários, totalizando R$ 31 milhões em negociações de jogadores, em contraste com apenas R$ 4 milhões no ano anterior. Essa situação foi amplamente influenciada pela venda de atletas ao exterior, evidenciando um investimento crescente na intermediação de contratações.
O clube também realizou investimentos de R$ 55,9 milhões na aquisição de novos jogadores, cujos custos foram amortizados ao longo dos contratos, resultando em R$ 97,5 milhões registrados em amortizações no período analisado. Além disso, ajustes contábeis impactaram as despesas, com 28% da variação relacionada a provisões para perdas judiciais e 11% a antecipações de custos de direitos econômicos de atletas negociados.
Apesar desse considerável aumento nas despesas, o São Paulo conseguiu manter suas contas no azul, graças a uma receita robusta durante o período. Esse equilíbrio financeiro, porém, levanta preocupações internas quanto à necessidade de um controle financeiro mais rigoroso nos próximos anos, visando garantir a sustentabilidade do clube.