Caso FGoal: gravação registrada em cartório vira peça central em ação contra o São Paulo FC

Disputa judicial entre São Paulo e FGoal envolve ata notarial com áudio e ação de R$ 5,1 milhões. Caso pode gerar impactos financeiros e institucionais no clube.

Fonte SPFC.net

A disputa judicial entre o São Paulo e a empresa FGoal ganhou novos contornos e acirrou a tensão nos bastidores do clube. No centro dessa controvérsia, uma ata notarial que documenta um áudio atribuído à diretora jurídica do Tricolor, Erika Duarte Pinto Alves, se tornou crucial para a ação que reivindica mais de R$ 5 milhões do clube. O processo, registrado sob o nº 4001782-88.2026.8.26.0704, tramita na 3ª Vara Cível do Foro Central Cível de São Paulo.


A FGoal alega que a rescisão do contrato de fornecimento de alimentos e bebidas foi realizada de forma inadequada, defendendo que o acordo teria validade até 2029 e que deveria ser honrado. A quantia exata requerida na ação é de R$ 5.189.022,54. A ata, lavrada no 5º Tabelionato de Notas da Capital, assegura a existência de um áudio de 30 minutos e 49 segundos, gravado em 3 de fevereiro de 2026, que capturaria conversas sobre a dinâmica interna do clube.


Em trechos transcritos, a interlocutora identificada como Dra. Érica menciona que mudanças na presidência influenciam decisões internas da organização e revela um clima de forte pressão entre os envolvidos. Frases como “todos estão altamente pressionados” e a menção à possível “descontinuidade do contrato” com a FGoal indicam que questões políticas internas poderiam ter motivado a rescisão.


É importante destacar que a ata notarial atesta apenas a existência e reprodução do áudio, sem validar o conteúdo do que foi dito. A FGoal sustenta que a gravação corrobora a sua posição de que a rescisão de contrato ocorreu por razões políticas e não por falta de cumprimento das obrigações contratuais.


Por outro lado, o São Paulo argumenta que a decisão de romper o vínculo foi baseada em indícios de quebra de confiança, caracterizando a rescisão como justificada. O clube afirma ter atuado dentro das prerrogativas legais e que havia fundamentos sólidos para encerrar o contrato antes do tempo estipulado.


Enquanto o caso segue em análise pela Justiça, Erika Duarte Pinto Alves permanece em seu cargo, mantendo o status de diretora jurídica do clube. O desfecho desta ação judicial pode não apenas impactar financeiramente o São Paulo, mas também trazer repercussões institucionais significativas em um momento crucial de sua gestão.

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