A FGoal, empresa responsável pelo fornecimento de alimentos e bebidas em eventos realizados no Morumbi, moveu uma ação judicial contra o São Paulo após a instituição de um processo de rescisão unilateral do contrato de serviços. O processo, que tramita na 15ª Vara Cível do Foro Regional do Butantã, já teve o pedido de processamento aceito pela Justiça, no entanto, o clube ainda não foi formalmente notificado.
No cerne da demanda, a FGoal requer reparação por danos morais, materiais e emergentes, além de lucros cessantes e a aplicação de penalidades por descumprimento contratual. O movimento judicial ocorreu após o clube decidir interromper os serviços da empresa em dias de eventos a partir de 6 de março, respeitando o prazo de aviso prévio estipulado.
A diretoria do São Paulo alegou ter identificado saques indevidos em um sistema de pagamentos utilizado para transações no clube social. Segundo a administração, essas movimentações ocorreram sem a devida previsão contratual, levando à notificação da FGoal e à subsequente rescisão do acordo.
Em resposta, a FGoal contesta essa narrativa, afirmando que dispunha de autorização para operar no clube social. Cita ainda que tal autorização foi concedida pelo ex-diretor social, Antonio Donizete Gonçalves, o qual teria solicitado a instalação de um sistema de pagamento com retenção inicial de uma taxa para minimizar a inadimplência.
A empresa argumenta que os valores retirados do sistema eram destinados ao pagamento de funcionários encarregados da fiscalização e manutenção das máquinas de pagamento, com um custo mensal estimado em treze mil reais. A FGoal sustenta que essa operação se manteve por um período de um ano e sete meses com a ciência e concordância da gestão do clube.
Em contrapartida, o São Paulo refuta a versão apresentada pela FGoal, afirmando que os serviços citados não estavam previstos no contrato inicial. O clube destaca ainda que um possível consentimento teria ocorrido apenas verbalmente, com integrantes da anterior administração, e também informa que os valores retirados estão sob investigação.
A decisão de romper o contrato foi tomada pela atual gestão do São Paulo, agora sob o comando de Harry Massis, que alegou irregularidades na atuação da FGoal. A empresa, por sua vez, alega que a rescisão foi motivada por razões políticas e não técnicas, destacando que o caso segue aguardando os desdobramentos judiciais que podem impactar o cenário organizacional do clube.