Manobras Políticas e o Fantasma da Renúncia
A denúncia surge em um momento em que Massis implementa reformas administrativas profundas, gerando resistência em alas tradicionais do clube. Bastidores indicam:
Estratégia de Desestabilização: Grupos de oposição estariam usando o caso para forçar a renúncia do mandatário, traçando paralelos com gestões passadas que caíram justamente por escândalos de bilheteria.
Histórico de Afastamento: Antes mesmo da crise, Massis já havia removido Christina de funções no futebol feminino para evitar conflitos de interesse, o que reforça sua defesa de uma gestão técnica.
O Papel do Conselho Consultivo
Sob a liderança de Ives Gandra da Silva Martins, o Conselho Consultivo se reúne nesta tarde (20/10) para analisar a gravidade da situação. Embora o órgão tenha caráter apenas opinativo, o desfecho do encontro pode ditar o ritmo das investigações oficiais:
Comissão de Ética: O caso deve ser encaminhado para apuração interna rigorosa.
Conselho Deliberativo: É a instância que possui poder para aplicar sanções ou até abrir processos de impeachment, caso provas conclusivas de conivência da presidência apareçam.
Impacto no Projeto 2026
Internamente, a preocupação é que o "barulho" político contamine o vestiário em meio às decisões do Paulistão e do Brasileirão. A diretoria de futebol tenta isolar o elenco da crise, mantendo o foco na organização tática de Hernán Crespo. No entanto, o sucesso do projeto esportivo de Massis agora depende de sua habilidade em navegar por essa tempestade ética, provando que suas promessas de transparência sobrevivem até mesmo diante de dramas pessoais.
O São Paulo vive um teste de fogo para sua nova democracia. A resposta institucional às denúncias definirá se o clube realmente mudou de patamar administrativo ou se as velhas práticas políticas ainda ditam as regras no MorumBIS.
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