A Tese da Acusação: Lei do Profut
A linha de frente da acusação, representada pelos advogados e conselheiros Caio Forjaz e Marcelinho Portugal Gouvêa, baseia-se no Artigo 24 da Lei do Profut (Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro).
O Ponto Focal: Segundo a apuração, teria ocorrido uma suposta omissão admitida pelo próprio Carlomagno, o que configuraria gestão irregular.
Conflitos: Os representantes do clube identificaram o que chamam de "contradições evidentes" no depoimento prestado, o que fortaleceu a postura técnica da Comissão de Ética.
Clima Técnico e Próximos Passos
Diferente de sessões políticas inflamadas do passado, a audiência foi descrita como imparcial. A condução dos trabalhos por um membro da mesa de sobrenome Bolo foi elogiada pelo tom isento. Agora, o processo entra em sua reta final:
Alegações Finais: As partes têm de 10 a 15 dias para apresentar seus últimos argumentos.
Veredito: O julgamento oficial deve ocorrer logo em seguida, com uma definição sobre punições prevista para daqui a um mês.
O Fim da "Sucessão Natural"
Carlomagno não era apenas um funcionário; ele era visto internamente como o sucessor natural de Julio Casares para as eleições presidenciais de 2026. Com a queda de Casares e o avanço deste processo disciplinar, as ambições políticas do ex-CEO sofrem um golpe quase definitivo.
Enquanto a gestão de elenco e o futebol tentam se blindar sob o comando de Harry Massis, o ambiente político do São Paulo segue em ebulição, buscando estabelecer novos mecanismos de compliance para evitar que os erros apontados pela Lei do Profut voltem a assombrar o MorumBIS.
Palavras-chave: São Paulo FC, Márcio Carlomagno, Julio Casares, Lei do Profut, Comissão de Ética, Política do São Paulo, Harry Massis.