O São Paulo FC passa por um momento tumultuado em sua administração, uma vez que Julio Casares anunciou sua renúncia ao cargo de presidente. A decisão veio após a aprovação da sua destituição no Conselho Deliberativo, cinco dias antes de sua saída oficial. Antes de sua saída, ele aguardava a Assembleia de sócios marcada para fevereiro, onde a continuidade de sua gestão poderia ser reavaliada.
Essa situação não é isolada na história do clube, que já registrou um total de dez renúncias de presidentes. A primeira ocorreu em 1935, quando João Baptista da Cunha Bueno deixou o cargo após oito meses. A mais recente, em 2015, resultou da saída de Carlos Miguel Cástex Aidar, que enfrentou diversas acusações de corrupção.
Paulo Machado de Carvalho, que é um nome emblemático na história do clube, renunciou duas vezes. Sua primeira saída foi em 1940 e, após retornar ao cargo em 1946, ele se afastou novamente em 1947. As renúncias ao longo das décadas ilustram a instabilidade que permeou a estrutura administrativa do São Paulo.
Nos últimos anos, Carlos Augusto de Barros e Silva, conhecido como Leco, ocupou a presidência entre 2015 e 2020, período que antecedeu a gestão de Casares, iniciada em 1º de janeiro de 2021. A saída de Casares coloca em xeque a continuidade de um projeto que buscava revitalizar o desempenho do time e sua relação com a torcida.
A situação administrativa se reflete nos desafios que o time enfrenta dentro de campo. O São Paulo, após uma derrota na estreia do Campeonato Paulista contra o Mirassol, tentará se recuperar na próxima partida, que ocorrerá em casa contra o São Bernardo. O desempenho da equipe na competição estadual se torna crucial para a estabilidade da nova gestão que deverá assumir em breve.