A recente renúncia de Julio Casares, que já estava afastado do cargo de presidente do São Paulo, sinaliza uma nova fase na gestão do clube. Harry Massis assumirá a presidência de forma definitiva, enquanto a diretoria passará por diversas mudanças. Antônio Donizeti Gonçalves, conhecido como Dedé, deixou seu cargo como diretor social. Sua saída foi decidida em comum acordo e ocorreu praticamente simultaneamente à renúncia de Casares, oficializada na tarde de quarta-feira, dia 21. Em um comunicado, Dedé expressou a necessidade de priorizar sua família e integridade pessoal em um momento delicado.
Além da saída de Dedé, também se espera que Márcio Carlomagno, CEO do São Paulo, deixe o cargo até o final deste mês. Durante a administração de Casares, Carlomagno foi um dos principais nomes da gestão, atuando como um braço direito do ex-presidente e integrando-se ao Departamento de Futebol. Internamente, o CEO era considerado um forte candidato à sucessão de Casares nas eleições presidenciais do clube, programadas para este ano.
A renúncia de Julio Casares ocorreu em meio a pressões intensas, sendo ele alvo de investigações judiciais relacionadas a possíveis desvios financeiros e saques suspeitos nas contas do clube. A primeira votação para um possível impeachment se deu no dia 16, apresentando uma situação já crítica. Aliados tentaram convencê-lo a renunciar como uma alternativa mais viável do que enfrentar o processo de impeachment. Inicialmente, Casares resistiu à ideia, mas as articulações começaram a fluir a partir da oposição política.