Após uma votação no Conselho Deliberativo, Julio Casares anunciou sua renúncia ao cargo de presidente do São Paulo. O ex-presidente fez o comunicado em suas redes sociais, informando que sua saída se deu após a primeira votação de um possível impeachment na última sexta-feira (16). Casares enfrentava investigações na Justiça relacionadas a alegações de desvios de recursos e saques suspeitos nas finanças do clube.
A pressão sobre Casares havia se intensificado desde o final do ano passado, quando um pedido formal para iniciar o processo de impeachment foi apresentado. De acordo com fontes, apoiadores de Casares tentaram convencê-lo de que a renúncia seria uma alternativa mais apropriada do que enfrentar o processo. Inicialmente, o presidente resistiu à ideia de abdicar do cargo, mas a situação política dentro do clube começou a teorizar sobre sua possível renúncia.
Com 188 votos a favor, o Conselho decidiu pelo afastamento de Casares. O vice-presidente Harry Massis assumiu a presidência, mas ainda haverá uma segunda fase: a convocação de uma Assembleia Geral em até um mês, que decidirá de forma definitiva sobre a destituição de Casares. Além da pressão política, o ex-presidente também alegou problemas de saúde, que podem ter influenciado sua decisão.
Em São Paulo, o Ministério Público instaurou um inquérito civil para investigar uma suposta gestão temerária no clube. Este procedimento, que é conduzido pela Promotoria do Patrimônio Público e Social da Capital, busca averiguar eventuais irregularidades que possam ter prejudicado os interesses coletivos, incluindo o patrimônio do clube. O foco é analisar se uma gestão inadequada contribuiu para o aumento da dívida do São Paulo.
Com a saída de Casares, a presidência fica sob a responsabilidade de Harry Massis, que já está no clube desde 2021, tendo participado da primeira gestão de Casares. A ligação de Massis com o São Paulo, no entanto, é ainda mais antiga, somando 61 anos desde que se tornou sócio. Conselheiro vitalício, Massis já ocupou diversas funções dentro do clube, incluindo um cargo de diretor adjunto de futebol entre 2001 e 2002, e foi parte da delegação nas conquistas internacionais do São Paulo nos Mundiais de 1992 e 1993.
