Um grupo de associados do São Paulo Futebol Clube apresentou um pedido formal para a remoção do nome de Julio Casares da praça de alimentação situada na área social do clube. O espaço, atualmente chamado de "Praça de Alimentação Júlio Casares", começou a ser questionado após o afastamento do dirigente da presidência. Julio Casares sofreu impeachment no Conselho Deliberativo do São Paulo em uma votação realizada no último dia 16, onde 188 conselheiros aprovaram sua destituição do cargo.
Apesar do impeachment, o processo ainda requer ratificação em uma Assembleia Geral dos sócios, sendo esta a última etapa prevista no Estatuto Social para a confirmação definitiva da perda do mandato. O pedido de alteração do nome da praça foi encaminhado à Ouvidoria Geral do clube por integrantes do grupo Nova Era Tricolor, que conta com cerca de 100 sócios.
No documento apresentado, os signatários sustentam que não há mais "lastro moral" para manter uma homenagem a um dirigente que enfrenta um processo de impeachment e que está afastado da presidência. Além disso, a petição critica o fato de a praça de alimentação ter recebido o nome de Casares ainda durante seu mandato, alegando que a homenagem foi "precoce" e infringiu princípios como a impessoalidade e a liturgia do cargo.
Os associados argumentam também que a praça foi inaugurada pelo próprio então presidente em março de 2023. Como alternativa, o grupo sugere que o espaço passe a se chamar "Praça de Alimentação Dona Angelina Guizi Correa", em homenagem à funcionária mais antiga da história do São Paulo. Dona Angelina trabalhou no clube desde 1970 e faleceu em setembro de 2025, aos 86 anos. Para os associados, ela "simboliza valores históricos do clube, como dedicação, discrição e trabalho ao longo de décadas".
No texto, os sócios defendem que a mudança de nome representa mais do que uma simples troca, funcionando como um gesto simbólico de reconstrução institucional. “A substituição da placa será um exemplo concreto de humildade e um manifesto em prol dos valores que nos movem enquanto instituição”, afirmam os associados no documento enviado à Ouvidoria.