Em um cenário de instabilidade política no São Paulo, o clube busca equilíbrio entre os bastidores e o desempenho em campo, esforçando-se para corrigir erros recorrentes. A missão é clara: desvincular política e futebol para que o rendimento esportivo não seja prejudicado pela delicada situação institucional. No clássico contra o Corinthians, que terminou empatado em 1 a 1, o Tricolor demonstrou uma leve vantagem no primeiro tempo, apesar de não ter criado muitas oportunidades claras de gol. A equipe se sustentou com um meio-campo mais dinâmico, tendo Danielzinho como destaque, atuando como motor do time.
O São Paulo adotou um novo sistema tático, o 4-3-3, onde Luciano e Lucas Moura se alternavam no ataque, enquanto Gonzalo Tapia desempenhava uma função mais recuada, organizando as jogadas. Foi a partir dessa configuração que o gol são-paulino foi registrado. O que se presenciou na maior parte do Majestoso na Neo Química Arena contrastou com a turbulenta semana política do clube, marcada pela votação da primeira fase do processo de impeachment de Julio Casares, que resultou em seu afastamento e na chegada de Harry Massis ao comando do clube. Massis, que esteve presente durante o clássico, é uma figura ainda pouco familiar no cotidiano do vestiário.
Apesar da mudança na presidência, o grupo de jogadores continua confiando profundamente no treinador Hernán Crespo. Um exemplo dessa relação foi a celebração de Gonzalo Tapia, que comemorou o gol de Luciano contra o São Bernardo com o técnico, demonstrando o respaldo do elenco. Entretanto, o bom relacionamento entre jogadores e treinador não foi suficiente para evitar os erros nos minutos finais, situação que se repetiu, como durante a última temporada, resultando na perda de pontos preciosos na casa do rival. Após o jogo, Crespo expressou seu sentimento de "raiva", mas ressaltou que o time está em um processo de ajustes.
Este processo ocorre em meio a um ambiente político conturbado, mas que, aos poucos, busca um caminho de reorganização. O Corinthians conseguiu garantir o empate nos acréscimos do segundo tempo. O São Paulo enfrenta agora o desafio de alinhar suas estratégias às expectativas do treinador, que frequentemente menciona que "vivem dez anos em um mês". Neste momento, entre questões políticas, a pré-temporada em Cotia e um grupo ainda em formação — influenciado pelo esvaziamento do departamento médico e as trocas de jogadores — a jornada se mostra desafiadora. Na próxima semana, o Tricolor enfrenta a Portuguesa no Morumbi, seguido de um importante clássico contra o Palmeiras na Arena Barueri.