O São Paulo vive um momento crítico em sua história, com a previsão de uma votação de impeachment do presidente Julio Casares marcada para a próxima sexta-feira. O Conselho Deliberativo, composto por 254 conselheiros, passou por uma reestruturação significativa nos últimos meses, que agora se reflete em sua nova composição. Antes, a maioria dos conselheiros apoiava Casares, mas recentes investigações e revelações sobre uma exploração clandestina de um camarote no Morumbi resultaram na diminuição de seu apoio.
Atualmente, o Conselho está dividido em sete grupos distintos, com apenas dois deles, contabilizando cerca de 67 conselheiros, ainda apoiando o presidente. Em contrapartida, aproximadamente 187 conselheiros têm se manifestado contra sua gestão. Anteriormente, a coalizão que sustentava Casares era formada por seis grupos, com 200 dos 255 membros (número que mudou após a licença de Mara Casares para 254) a seu favor.
A situação mudou drasticamente quando quatro dos seis grupos que compunham a base de apoio a Casares, incluindo as entidades Legião, Vanguarda, Sempre Tricolor e Participação, protocolaram um documento quitando seu apoio. Com essa nova divisão, a expectativa é que, somando os conselheiros que deixaram a base da gestão ao grupo da oposição, cerca de 182 conselheiros se manifestem a favor do impeachment.
As estimativas indicam que serão necessários 191 votos para que a destituição de Julio Casares ocorra, de acordo com o Artigo 58 do Estatuto Social do São Paulo. A oposição, por sua vez, argumenta que a votação poderia ser realizada com um quórum menor, baseado no Artigo 112, que exigiria apenas 170 votos. Esse desacordo gerou mais tensão entre as facções do clube.
Caso todos os conselheiros comparecessem à votação, o cenário mais otimista para Casares resultaria em 182 votos contra sua saída, com apenas 72 a favor. No entanto, é provável que muitos conselheiros não possam comparecer, levando a oposição a solicitar que a votação ocorra de forma híbrida, com a possibilidade de votos online — uma solicitação que foi negada pelo presidente do Conselho, Olten Ayres.
A votação que pode mudar a direção do São Paulo está agendada para a próxima sexta-feira, às 18h30, no Morumbi, com o voto sendo secreto e realizado apenas de forma presencial.