Sob forte pressão da oposição e de setores da torcida, Olten foi enfático ao afirmar que todas as suas deliberações — incluindo o formato de votação secreta e presencial — possuem base legal sólida. "Nenhuma dessas decisões feriu o Estatuto. Estou servindo aos interesses do São Paulo. O que me é exigido é seguir o Estatuto", declarou o dirigente.
O Princípio do "In Dubio Pro Reo"
A decisão que mais gerou debate foi a alteração do quórum necessário para a destituição. Inicialmente, o entendimento era de que seriam necessários dois terços dos votos (177 conselheiros). No entanto, após pedido da defesa de Casares, Olten elevou o sarrafo para três quartos (75%), o que representa o apoio de 195 conselheiros.
Olten explicou que o Estatuto apresentava contradições em dois artigos diferentes sobre o mesmo tema. Diante do conflito normativo, ele optou por aplicar o princípio jurídico do in dubio pro reo (na dúvida, a favor do réu), escolhendo a norma mais rigorosa para proteger o direito de defesa do atual mandatário.
Nova Data e Próximos Passos
Além das regras de votação, a data do pleito também sofreu alteração. Prevista para o dia 14 de janeiro, a reunião foi transferida para o dia 16 de janeiro, às 18h30, no Morumbi. Segundo Olten, a mudança foi necessária para cumprir os prazos regimentais de uma nova convocação oficial.
Resumo do Rito Decisivo:
Votação: Secreta e exclusivamente presencial.
Quórum Qualificado: São necessários 195 votos (75% do Conselho) para aprovar o impeachment.
Sucessão Interina: Se destituído, o vice Harry Massis Júnior assume o cargo imediatamente.
Palavra Final: Após a decisão do Conselho, o processo ainda precisará ser ratificado por uma Assembleia Geral com todos os sócios adimplentes do clube.
Com as regras e datas definidas, o São Paulo entra em uma semana de articulações intensas nos bastidores, que culminará na sexta-feira em uma das sessões mais importantes da história política do Tricolor.
São Paulo FC, Olten Ayres, Julio Casares, Impeachment SPFC, Conselho Deliberativo, Harry Massis Júnior.
esse vagabundo tem rabo preso