Aliados do presidente Julio Casares estão sugerindo que o dirigente renuncie ao cargo em meio a escândalos recentes que marcam seu mandato no São Paulo, que se encerra no final deste ano. Reportagens indicam que essa pressão de seus apoiadores começou no final do ano passado, mas se intensificou nas últimas semanas. Apesar disso, até o momento, não houve sinalizações por parte de Casares de que ele considera a renúncia.
Uma reunião do Conselho Consultivo está agendada para esta terça-feira (6), às 16h (horário de Brasília). Esta convocação foi antecipada em relação à data prevista para a próxima semana, e durante o encontro, será discutido o processo que pode levar à votação do pedido de impeachment do presidente, protocolado por membros do Conselho Deliberativo. É importante destacar que essa reunião não será uma votação, mas sim um espaço para que os membros opinem sobre o processo.
Posteriormente, o Conselho Deliberativo também terá que se reunir para realizar a votação. O processo será considerado em andamento se obtiver dois terços dos votos dos conselheiros. Entre os membros do Conselho Consultivo estão figuras como Carlos Augusto de Barros e Silva, Fernando José P. Casal de Rey e Ives Gandra da Silva Martins, entre outros. Vale ressaltar que votações relacionadas a possíveis "punições" são feitas de forma secreta. Um dado que chamou atenção é que, na votação que originou o pedido de impeachment, 44 dos votos vieram da chapa "Salve o Tricolor Paulista", que é oposição ao presidente, enquanto 13 pertenciam ao grupo da "Situação".
Recentemente, surgiram novas informações sobre Julio Casares, que teria recebido aproximadamente R$ 1,5 milhão em depósitos em sua conta corrente entre janeiro de 2023 e maio de 2025. As movimentações financeiras do presidente do São Paulo estão sendo investigadas pela Polícia Civil, conforme relatado pelo UOL e confirmado pelo Lance!. A questão ganhou destaque na tarde desta terça-feira, 6 de janeiro, e a investigação se intensificou após relatos obtidos na noite anterior.
Dados financeiros do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) revelaram que os rendimentos de Casares, decorrentes do salário pago pelo São Paulo, representavam apenas 19,3% do total de movimentações na conta, resultando em R$ 617 mil. O restante da quantia provém de depósitos em dinheiro, realizados de forma fracionada e em menores quantias. Segundo o Coaf, esse tipo de movimentação é classificado como "smurfing", uma tática comumente utilizada para contornar a fiscalização financeira. Existem registros alarmantes, como até 12 depósitos feitos em um único dia e operações no valor de R$ 49 mil, que ficam just abaixo do limite de R$ 50 mil, que acionaria um alerta automático ao órgão de controle.
Esses acontecimentos levantam a suspeita de possível desvio de recursos, e a investigação ainda está em andamento na Justiça. O Lance! confirmou que os dados e valores mencionados na reportagem do UOL também estão registrados nos autos da apuração.
leva esse ladrão safado pra cadeia