São Paulo procura novo patrocinador após término de parceria esportiva
25 de Abril de 2025O departamento de marketing do São Paulo Futebol Clube está em busca de um novo patrocinador para os ombros da camisa de treino e de jogo da equipe profissional. Este espaço, que anteriormente era ocupado pela empresa Viva Sorte, ficou disponível após a rescisão contratual em 17 de abril. O clube tem como meta fechar novos contratos até 2030, ano que marcará seu centenário, e já iniciou conversas com potenciais interessados na propriedade.
Recentemente, o São Paulo cancelou o contrato de patrocínio com a Viva Sorte, que havia assinado um acordo em agosto do ano passado válido até 2026. O antigo patrocinador pagava R$ 18,6 milhões anualmente para expor sua marca no uniforme tricolor. Atualmente, o clube conta com cinco patrocinadores: Superbet (pato máster), Elgin (centro do tórax), Ademicon (peito), Blue Saúde (barra das costas) e ABC da Construção (parte traseira do shorts).
A rescisão do contrato se deveu a um conflito de interesses envolvendo a marca Viva Sorte e a Superbet, esta última sendo a patrocinadora máster do clube. Originalmente uma empresa de capitalização, a Viva Sorte lançou uma plataforma de apostas em janeiro deste ano, o que acabou gerando complicações para o São Paulo. O diretor de marketing, Eduardo Toni, ao ser consultado, optou por não comentar os detalhes da rescisão, citando questões jurídicas relacionadas ao término do acordo.
O São Paulo busca compensação financeira pela rescisão, reivindicando o valor da multa por quebra de contrato. A avaliação do clube é de que a entrada da Viva Sorte no setor de apostas significou uma alteração significativa no objeto do contrato inicialmente acordado. Se não houver um entendimento entre as partes, existe a possibilidade de que a disputa seja resolvida por meio judicial.
De acordo com informações do site Poder360, o patrocínio anterior da Viva Sorte era avaliado em R$ 45 milhões. Até dezembro de 2024, o clube havia recebido R$ 7,8 milhões. Nos próximos dois anos, o São Paulo deveria receber os R$ 18,6 milhões anuais em parcelas mensais de R$ 1,6 milhão. Com a rescisão do contrato, o clube deixará de receber cerca de R$ 30,8 milhões.
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