O programa de sócio torcedor do São Paulo tem sido motivo de bastante debate. Apesar de ser o terceiro clube mais popular do Brasil, o Tricolor não consegue transformar esse status em um número expressivo de sócios. Isso ficou evidente na final da Copa do Brasil, quando muitos são-paulinos que aderiram aos planos disponíveis não conseguiram garantir ingresso para a partida decisiva contra o Flamengo.
Uma polêmica que surgiu foi o fato de os sócios do plano Diamante, o mais caro, terem o direito de comprar seu ingresso por apenas R$ 0,30, além de mais quatro ingressos de acompanhante pelo valor integral da entrada. Isso acabou gerando uma situação em que os mais de 13 mil são-paulinos que aderiram a esse plano esgotaram as entradas para a final da Copa do Brasil, excluindo a oportunidade de outros torcedores participarem do evento.
O diretor de marketing do São Paulo, Eduardo Toni, afirmou que o programa tem passado por aprimoramentos ao longo dos anos, visando aumentar o público no estádio e o engajamento com a equipe. Ele reconheceu que, no passado, o formato do programa não premiava os torcedores mais assíduos, mas que fazia parte de uma estratégia para atrair mais pessoas ao estádio.
A situação, no entanto, está sendo revista, e em 2024 o clube irá premiar os torcedores mais presentes no estádio com prioridade na compra de ingressos para os jogos mais concorridos. Atualmente, o São Paulo conta com pouco menos de 56 mil sócios torcedores, um número significativamente inferior ao do Palmeiras, que possui mais de 174 mil adeptos em seu programa.
Eduardo Toni destacou que, apesar de o programa oferecer outras vantagens, como descontos em estabelecimentos e experiências, o principal motivo para a adesão é a aquisição de entradas para o estádio. Ele reiterou a importância de ajustar a estratégia do programa às necessidades e à realidade do clube, levando em consideração o tamanho do estádio e o perfil do torcedor.
