O São Paulo vive um momento de desconexão no Campeonato Paulista. Sem resultados positivos nos últimos quatro jogos, a equipe do técnico Thiago Carpini parece ter perdido a identidade que lhe deu, no início da temporada, um triunfo importante contra o Corinthians e o título contra o Palmeiras. Em Campinas, diante de um dos piores times do Campeonato Paulista, o Tricolor não conseguiu vencer, ficando no empate por 1 a 1 . Um resultado pouco explicável ao se analisar a fragilidade do adversário, o volume de chances criadas e desperdiçadas pelo Tricolor e a força deste elenco. Foram 22 finalizações criadas. Só Ferreira desperdiçou quatro. Calleri, autor do gol de pênalti, também perdeu outras duas chances e deixou o campo irritado com o desempenho do time e de si próprio.
Esse tipo de resultado cria coisas assim: um ambiente de incertezas e instabilidade no Tricolor. Uma das explicações para o momento de oscilação são os desfalques: desde o início do ano, entraram e saíram do departamento médico nomes como Rafinha, Lucas, Igor Vinícius, Moreira, Wellington Rato e, mais recentemente, Luiz Gustavo, que não estará mais disponível neste Campeonato Paulista. A perda de peças gera variações na escalação e abandono de padrões de um time em reconstrução.
Um problema parece carecer atenção: a repetição dos gols de bola parada. Contra o Bugre, num jogo sem Arboleda e Diego Costa (suspensos), Léo Santos marcou o gol do time da casa assim. É preciso trabalhar para flertar com a perfeição em lances assim ou eles viram seu calcanhar de Aquiles. Com os desfalques recentes, aliás, o São Paulo variou bastante os nomes do ataque, tendo Luciano, Galoppo ou Michel Araújo na criação, como aconteceu em Campinas, quando o uruguaio foi titular.
Pelo lado de campo, Erick e Ferreira ainda não conseguem manter uma regularidade nos jogos. Assim, irregular, o São Paulo precisa sair desta fase negativa, voltar a vencer já na quarta-feira contra a Inter de Limeira para ficar numa situação melhor na briga pela classificação para as quartas. Até porque, no fim de semana, o adversário é o Palmeiras, que virá a fim de revanche pela Supercopa.
Atrás de sua identidade, definida por um jogo vertical, de construção com a bola e ofensividade que já fez algumas vítimas no ano, o São Paulo passará a ter um fato novo a partir de agora: James Rodríguez, que será inscrito e pode ser solução para um time que ainda não se encontrou. Ou James será outro problema a administrar? A incógnita dominará os noticiários nesta segunda-feira.
