Já faz algum tempo, vemos gente querendo atuar como sommelier de comemoração no futebol brasileiro. Mesmo em momentos de alegria e de euforia de torcedor porque seu clube ganhou um jogo, um clássico ou um torneio, surge uma voz pragmática falando que Estadual não vale nada hoje em dia, que comemorar vitória em clássico em fase inicial não se justifica, que Supercopa é só para abrir temporada e é uma partida apenas etc.
Parece que só é permitido agora celebrar mesmo um título de Libertadores, de Brasileiro e, às vezes, da Copa do Brasil (o que talvez aponte também para a elitização do nosso futebol). Porque tem gente dizendo até que Mundial não é tudo isso, que é só um evento da Fifa pouco representativo e que o que vale mesmo é ser campeão de seu continente. Neste fim de semana, vimos os são-paulinos curtirem ao extremo o título da Supercopa diante do Palmeiras, os cruzeirenses saborearem ao máximo mais uma vitória na Arena MRV do grande rival, e os vascaínos sorrirem com o empate com sabor de vitória contra o poderoso Flamengo de Tite.
Que mal há em festejar um jogo que seja apenas? Qual é o problema em se emocionar com só uma defesa de pênalti? A razão maior de existir de um time de futebol é dar alegria ao seu torcedor. Se essa figura não puder curtir as vitórias de sua equipe, acaba a graça. Não existe termômetro de felicidade por conquista. Cada um sente o jogo, o campeonato e o time do coração à sua maneira.
Quebrar um tabu como o São Paulo fez em Itaquera é muito relevante para seu torcedor, foi uma “questão de honra”, como bem comentou Diego Lugano na ESPN. E houve quem tentasse diminuir a alegria são-paulina por essa primeira vitória na arena do maior rival, seja porque a fase corintiana não é boa, seja porque foi um duelo apenas pela quarta rodada do Estadual, seja porque foi só 2 a 1, seja porque o São Paulo não deu show de bola, seja por qualquer outra desculpa.
Não foram só três pontos! Não foi só mais um triunfo sobre o Corinthians. Foi algo esperado por muitos e muitos anos pelos tricolores, que foram dormir várias vezes frustrados por saírem de Itaquera sem vencer, por serem sacaneados pela freguesia diante do tradicional adversário. A alegria do são-paulino naquela noite não tem preço! Quem viu e viveu aquilo desfrutou (claro que não os corintianos).
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Quem diminui as conquistas do São Paulo é sempre a rede Globo, porque a família do Roberto Marinho de ***** tudo CÚrintiANÚS, e aquele ***** do Felipe Andreoli é outro ***** que fica defendendo Curintia por causa da esposa