Embora os dois técnicos tenham perfis semelhantes, inclusive na forma como organizam suas equipes, nenhum dos nomes cotados pode ser considerado uma continuação do que Dorival desenvolvia no Tricolor. A começar pelas prioridades de cada técnico: enquanto o atual técnico da Seleção Brasileira dá prioridade para times ofensivos e que controlam a posse de bola, seus possíveis substitutos priorizam a organização da defesa e o ataque por meio de transições (ou contra-ataques).
A seguir, veja as características dos últimos trabalhos de António Oliveira e Thiago Carpini.
ANTÓNIO OLIVEIRA
Em sua segunda passagem pelo Cuiabá, o português de 41 anos fez a melhor campanha da equipe da região Centro-Oeste na história do Brasileirão (51 pontos conquistados). Para isso, o treinador apostou na mesma fórmula que aplicou no clube em sua primeira passagem: defesa sólida e contra-ataques afiados.
Seu time se posiciona no 4-1-4-1 e tem no centroavante Deyverson a principal peça ofensiva da equipe. Além dos contra-ataques, a prioridade está nas bolas longas em direção ao atacante, que tem a missão de disputar a jogada aérea e direcionar a sobra para os pontas. Estes jogam espetados, em cima da defesa adversária, prontos para uma jogada em profundidade.
Na defesa, Deyverson também é peça fundamental para direcionar os ataques do adversário. Uma vez que a jogada é levada para o lado do campo, o Cuiabá pressiona a bola e as opções próximas de passe, tentando forçar um erro do rival. Nem sempre isso dá certo, por isso o português tem um "plano B" para garantir a solidez defensiva: a utilização do primeiro volante como um terceiro zagueiro na defesa.

No último Brasileirão, o responsável por essa função era Raniele, reforço do Corinthians para a atual temporada. A ideia de utilizá-lo como um terceiro zagueiro é poder liberar o lateral do lado da bola para pressionar o adversário e impedir que um passe ou cruzamento seja feito em direção à área.

Vale lembrar que o Cuiabá foi a segunda equipe com menos posse de bola no último campeonato (43,6% em média, segundo o Sofascore). Para efeito de comparação, o São Paulo foi a segunda equipe com mais posse na competição (59,8% em média). Em outras palavras, além dos conceitos táticos, os números reforçam as diferenças entre os trabalhos de Dorival e António Oliveira.
THIAGO CARPINI
Um dos técnicos "sensação" da última temporada, Carpini foi o comandante das duas campanhas mais surpreendentes do futebol brasileiro em 2023: o Água Santa, finalista do Paulistão, e o Juventude, que deixou a zona do rebaixamento rumo ao vice-campeonato da Série B. Tudo isso com apenas 39 anos.
A prioridade de suas equipes também é a organização defensiva, dessa vez no 4-4-2, com duas linhas de quatro jogadores. A proposta é muito semelhante a de António Oliveira: os dois atacantes forçam o ataque do adversário a jogar pelas laterais, onde meias e volantes passam a pressionar a bola e opções próximas de passe.

Há uma diferença muito clara na forma como os dois técnicos defendem, no entanto: por ter um jogador a menos no meio-campo em comparação com Oliveira, os times de Carpini costumam ceder muito espaço nas entrelinhas (espaço entre a defesa e o meio-campo) e nas laterais, já que as duas linhas de quatro jogadores não conseguem acompanhar a jogada na mesma velocidade que bola troca de lado do campo.

Esse jogador a menos no meio-campo é compensado com mais um atacante, que também marca uma diferença muito clara entre os dois técnicos: Carpini não depende de lançamentos ou jogadas pelos lados para contra-atacar, já que tem dois jogadores preparados para organizar as jogadas pelo centro, sobrecarregando a defesa adversária.
Enquanto o São Paulo não define um novo técnico para a sua equipe, os treinos serão comandados por Lucas Silvestre e Pedro Sotero, auxiliares de Dorival Júnior.

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