Brigando no G-4 da Premier League , o Tottenham tenta diminuir a distância em relação ao Liverpool , que assumiu a liderança neste Boxing Day , e tem compromisso fora de casa contra o Brighton , nesta quinta-feira (28), no Falmer Stadium, com transmissão exclusiva para assinantes Star+ a partir das 16h30 (de Brasília). E por incrível que pareça, os dois times possuem uma inusitada conexão fora das quatro linhas. Mais especificamente no que diz respeito ao mercado da bola.
Atualmente com cinco jogadores sul-americanos no seu plantel, os Seagulls se tornaram verdadeiros "reis do mercado" na América do Sul. E tudo por conta de um antigo movimento feito pelos Spurs , em 1978, logo após a conquista da Copa do Mundo pela Argentina .
À época, os londrinos trouxeram os campeões mundiais Osvaldo Ardiles e Ricky Villa , o que influenciou Mike Bamber , presidente do Brighton naquele momento, a buscar a dupla peruana do Sporting Cristal Juan Carlos Oblitas e Percy Rojas nas Américas para reforçar o time, que brigava pelo acesso à elite inglesa.
E apesar de a dupla não ter feito o esperado sucesso na cidade de Brighton and Hove, o clube seguiu apostando em jogadores sul-americanos ao longo dos anos, incluindo os argentinos Federico Turienzo , Christian Baz , Agustin Battipiedi e Leonardo Ulloa , assim como o uruguaio Diego Arismendi . Porém, foi apenas nas últimas temporadas que essa relação com a América do Sul de fato se intensificou. E, finalmente, trazendo os aguardados frutos.
Nesta temporada 2023/24, os brasileiros João Pedro e Igor Júlio , o argentino Facundo Buonanotte , o equatoriano Pervis Estupiñán e o paraguaio Julio Enciso são os representantes sul-americanos no plantel do Brighton. E até pouco tempo, Moisés Caicedo e Alexis Mac Allister também faziam parte do grupo, mas acabaram negociados por cifras milionárias com Chelsea e Liverpool , respectivamente, confirmando o trabalho bem feito pelo clube a partir da América.
Isso porque ambos chegaram por preços baixos e renderam milhões aos cofres do clube. Mas, para chegar até este patamar, o Brighton precisou "suar" bastante nos bastidores.
E até mesmo a negociação frustrada por Jonathan Calleri , atualmente no São Paulo , ajuda a explicar como se deu esta evolução. Em 2015, os Seagulls tentaram tirar o camisa 9 do Boca Juniors , mas não tiveram sucesso. E, no ano seguinte, viram o jogador chegar por empréstimo a um outro clube inglês, o West Ham .
A partir daí, os diretores do clube inglês entenderam que as negociações com clubes sul-americanos eram, na verdade, mais complexas do que se parecia. Entre os motivos, o fato de que não bastava chegar a um acordo com a equipe que detém os direitos econômicos do atleta, mas também com outras partes, incluindo familiares dos jogadores, que também são donos de fatias de seus passes.
Foi então que o ex-chefe de recrutamento Paul Winstanley e o ex-executivo-chefe Paul Barber fizeram mais de uma viagem à América do Sul para adquirirem conhecimento de como funciona o mercado local. Além disso, a dupla trabalhou para melhorar a reputação do Brighton no continente.
Aliado ao bom relacionamento, a vasta base de dados de jogadores do mundo inteiro do presidente do clube, Tony Bloom , também ajudou o Brighton e mudar de patamar na América do Sul e "dominar" o mercado local.
Neste momento, Sam Jewell é o chefe interino de recrutamento, assumindo a vaga de Winstanley. E o dirigente vem sendo outro importante aliado nesta empreitada dos Seagulls , tendo papel fundamental nas contratações, por exemplo, de Caicedo e Enciso.
Além disso, o clube não foca apenas no Brasil e na Argentina, principal centro exportador de jogadores sul-americanos para a Europa, mas também em outros países, como Equador e Paraguai, aumentando ainda mais a sua rede de possíveis reforços que, além da entrega dentro de campo também trarão retorno financeiro no futuro.
Onde assistir a Brighton x Tottenham?Brighton x Tottenham terá transmissão exclusiva para assinantes Star+ , nesta quinta-feira (28), às 16h30 (de Brasília).

incompetência igual a Diretoria do S.Paulo !
E daí? Para que serve essa informação?