Antes de embarcar num jatinho em Medellín a caminho do Brasil, o meia colombiano James Rodríguez viu o empate sem gols entre São Paulo e Bahia, na manhã deste domingo, pelo Brasileirão. Fez questão de postar a imagem em sua conta com 51,5 milhões de seguidores – número semelhante ao da população de seu país natal.
Deve ter se impressionado com o goleiro rival, Marcos Felipe, em manhã inspirada no Morumbi.
Com 56 mil pessoas no estádio, o São Paulo amassou o Bahia, que luta contra o rebaixamento, mas não conseguiu furar a defesa adversária – em parte, culpa de Marcos Felipe, mas também por má pontaria de seus atacantes.
Sem Luciano e Calleri, suspensos, o São Paulo entrou em campo com David e Erison – o segundo saiu de campo ainda no primeiro tempo, chorando, por causa de dores na mesma coxa que o tirou de ação por cerca de três meses recentemente.
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Alexandre Pato lamenta lance em São Paulo x Bahia — Foto: Marcos Ribolli
David perdeu a chance mais clara de gol, também na etapa inicial, quando Marcos Felipe vacilou e perdeu a bola para Juan. O jovem atacante rolou para David, que tinha tempo e espaço para tomar várias decisões diferentes, e que bateu de primeira no canto esquerdo da meta do Bahia, mas para fora.
Numa semana em que a imaginação tricolor, em conversas sérias ou nem tanto, voou, foi um lapso do que ainda é a realidade do São Paulo, um time voluntarioso, hoje muito melhor do que há alguns meses, mas com seus problemas.
James Rodríguez muda as expectativas sobre o time.
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James Rodríguez posta foto com a camisa do São Paulo — Foto: Erick Maciel/saopaulofc.net
O meia colombiano transforma o São Paulo numa equipe de ambições mais condizentes com a história do clube – na temporada, as conquistas das copas do Brasil e Sul-Americana, já que o Brasileiro está fora de alcance.
Do ponto de vista técnico, não há muito espaço para discussão. As dúvidas recaem sobre as condições físicas do jogador, que atuou em menos da metade dos jogos possíveis desde que deixou o Real Madrid, três anos atrás.
Não se deve esperar uma revolução na resistência de James, mas aceitar que a ele devem ser dadas as condições para que atue bem nos jogos mais importantes. Caberá a Dorival Júnior fazer essas escolhas.
Outros questionamentos ainda cabem sobre a contratação de James, mas não a ele.
Para um clube que há poucas semanas prometeu ao elenco juntar as rendas de três partidas da equipe para pagar parte de salários atrasados, é importante ser claro sobre como essa operação será paga – credores (as dívidas beiram R$ 600 milhões), entre eles os próprios atletas são-paulinos, merecem a explicação.
Até agora, o São Paulo tem dito que pagará essa conta com recursos próprios e que James terá salários inferiores ao R$ 1,5 milhão que Daniel Alves recebia – um episódio traumático na gestão tricolor dos últimos anos –, o que preenche poucas lacunas, por enquanto.
E ainda tem a negociação com Lucas Moura rolando...

Pato é uma piada de mau gosto. É um ex-jogador em atividade. Aconteceu a mesma coisa com Hernanes, o cara vem, ganha uma bala e não faz nada. Lesam o cofre da instituição e ainda se dizem São paulinos. Até quando esses dirigentes vão continuar nos enganando? Quem escolhe esses jogadores? Tem que investigar esses contratos pra ver se não tem ninguém se beneficiando com essas transferências. pelo histórico, não vejo com otimismo a contratação de James, acho que é uma cortina de fumaça...
Frusta todo torcedor!