Condenado pela Justiça do Trabalho a pagar uma indenização de R$ 30 milhões por aliciar jovens mulheres e adolescentes sexualmente, o empresário Saul Klein tem forte ligação com o futebol. O bilionário foi mecenas do São Caetano por quase duas décadas e chegou a ser dono da Ferroviária.
O começo da história da família Klein no futebol remente às origens das Casas Bahia, rede de lojas de eletroeletrônicos criada em São Caetano do Sul e vendida em 2009 por uma quantia bilionária. O grupo foi o principal patrocinador do Azulão durante muitos anos.
Impulsionado pelo alto investimento de Samuel, pai, e Saul, filho, o São Caetano rapidamente deixou as divisões mais baixas do futebol brasileiro para virar sensação no país: o time foi duas vezes vice-campeão brasileiro, vice da Libertadores e campeão paulista em 2004.
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Saul Klein, bilionário com forte ligação no futebol paulista — Foto: Jonatan Dutra/Ferroviária SA
O bilionário se tornou uma espécie de mecenas, doando dinheiro mensalmente e ajudando a manter uma folha salarial incompátivel para o tamanho do clube. Além disso, Klein chegou a ser figura ativa em tomada de decisões relacionadas ao futebol. Na época, o Azulão era presidido por Nairo Ferreira.
A relação de Klein com o São Caetano não terminou bem. O bilionario diz ter doado mais de R$ 80 milhões ao clube, que ao mesmo tempo teria contraído dívida acima de R$ 50 milhões.
– Tive uma doença grave, um câncer, e devido a suas consequências me afastei das minhas atividades por muitos anos. Estes gestores não contavam com a minha recuperação. Quando recuperei a minha saúde, recebi informações de que o clube estava altamente endividado e fui procurar entender o que aconteceu. Só tive decepções. O São Caetano foi altamente lesado pelos administradores – disse Saul Klein ao ge, em entrevista exclusiva em 2020.
Após a saída de Klein, ainda em 2020, o São Caetano passou a viver uma de suas piores crises financeiras. Antes um dos clubes que melhor pagavam no futebol paulista, o time ficou sem dinheiro para comprar uniformes novos e água para os jogadores tomarem.
No entanto, a crise teria sido agravada justamente pela saída de Klein e pelo período de 11 meses em que ele teria assumido a gestão do futebol no afastamento de Nairo Ferreira.
– O São Caetano precisa agradecer, sim, ao Saul Klein. Nos ajudou muito, mas o Saul das Casas Bahia não é o mesmo Saul de hoje. Tudo o que foi investido por ele foi usado para pagar o custo da operação do São Caetano, que sempre foi cara porque tínhamos muitos jogadores. Desde 2004, todas as auditorias feitas no clube foram pagas por ele e por empresas que ele contratou – disse Nairo Ferreira, na época ainda presidente do São Caetano.
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São Caetano foi campeão paulista em 2004 ainda com aporte financeiro da família Klein — Foto: Arquivo / Agência Estado
O balanço do fim dos investimentos de Saul Klein no São Caetano foram ruins para o clube, que ficou sem vaga em uma das quatro divisões do Campeonato Brasileiro e foi rebaixado três vezes no Campeonato Paulista, caindo para a terceira divisão estadual nesta temporada.
O São Caetano agora é administrado por Jorge Machado, empresário de Felipão e de outros jogadores famosos, que tenta recolocar o clube na elite do futebol paulista e de volta ao cenário nacional.
Após a saída do São Caetano, Saul Klein resolveu concentrar os investimentos em outro clube. O bilionário se tornou sócio majoritário da Ferroviária S/A no fim de 2019 através da empresa MS Sports por um valor em torno de R$ 10 milhões.
Na temporada 2020, o clube se notabilizou pela troca constante de treinadores. No total, cinco técnicos passaram pela AFE: Marcelo Vilar, Sérgio Soares, Dado Cavalcanti, Leonardo Mendes (interino) e Paulo Roberto.
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Dirigentes da Ferroviária ao lado do investidor Saul Klein — Foto: Jonatan Dutra/Ferroviária SA
Em campo, o time foi eliminado na primeira fase do Campeonato Paulista, na terceira etapa da Copa do Brasil e na segunda fase da Série D do Brasileiro. Mas não foram os resultados ruins que encerraram a passagem de Klein pelo time de Araraquara, que teve a gestão criticada pelo próprio filho.
Saul Klein se do clube no fim de 2020 após as acusações de estupro e aliciamento por 14 mulheres. Após anos de afastamento, mas ainda sendo dono do Ferrovária S/A, o bilionário vendeu 95% das ações que tinha do clube para a cervejaria Estrella Galicia.
O valor giraria em torno de R$ 30 milhões. O preço seria três vezes maior do que foi pago em 2019, no negócio envolvendo a MS Sports, de Klein. A cervejaria prometeu investimentos de até R$ 2 bilhões na cidade de Araraquara, incluindo o valor investido no futebol.

são Caetano nessa época teve anos mágicos só não ganhou a libertadores porque tremeu na final e eu inocente achando que quem estava investindo no clube era a prefeitura kk
O que tem a ver com o SPFC?
CADEIA NELE!