De fato, Denis tem estrela. Rogério Ceni sofreu uma grave lesão no tornozelo esquerdo em abril e só vai voltar a jogar no início de agosto. Bosco entrou, não brilhou e machucou o joelho. Ainda não tem data para voltar, o que deixa o atual camisa 12 com o caminho livre para se destacar no gol são-paulino.
- É importante ter ritmo e sequência de jogos. O goleiro quando fica muito tempo parado, sente o tempo da bola. Com este período agora, tenho certeza que vou ganhar um ritmo muito bom - reconheceu o jovem jogador.
Denis está garantido no gol nas próximas duas semanas. Com isso, terá, no mínimo, mais quatro jogos pela frente, contando o deste domingo (Santo André, Cruzeiro e Corinthians serão os próximos). E vai atingir uma sequência de sete seguidos. Pouco? Sim, mas Bosco, em mais de três anos de Morumbi, jamais teve tanto período para mostrar o seu valor no gol são-paulino.
A maior sequência que o reserva de Ceni teve para jogar foi no começo de 2006, durante o Paulistão. Bosco jogou seis partidas como titular, já que o camisa 1 recuperava-se de uma artroscopia no joelho. Naquele mesmo ano, ele ainda disputou quatro jogos seguidos no Brasileirão, depois que o companheiro foi convocado por Carlos Alberto Parreira para a Copa do Mundo, na Alemanha.
A última série de jogos no gol tricolor de Bosco foi este ano, durante o Paulistão. Disputou cinco jogos, sendo que quatro foram como titular (ele entrou durante a vitória sobre o Bragantino, no Morumbi).
Além de ter o caminho livre no time titular, Denis também começou sua trajetória com bons números. No Brasileirão, em duas partidas, não sofreu gol. No Paulistão, quando entrou, também deixou o Canindé (vitória por 2 a 0) sem ser vazado. Ele levou até aqui apenas dois gols, no tropeço por 2 a 1 diante do Cruzeiro, pela Libertadores, no Mineirão.
- Isso é bom para o time e ótimo para o goleiro, porque dá uma confiança muito grande para jogar. Espero seguir neste ritmo, sempre ajudando o São Paulo a vencer - completou Denis, ainda bastante tímido.

