Imagem: Rubens Chiri / saopaulofc
Após receber proposta do Arsenal, o São Paulo está propenso em aceitar vender os direitos econômicos do atacante Marquinhos para o clube inglês. Mesmo com contrato vigente até 2024, o vínculo só tem validade para o território brasileiro. Assim, uma negociação com os ingleses pode ser a saída para não deixar que o jovem de 19 anos saia de graça.
A Fifa estabelece no artigo 18.2 do RSTP (Regulamento de Status e Transferências de Jogadores), que "jogadores com menos de 18 anos não podem assinar contrato profissional por período superior a três anos. Qualquer cláusula referente a período mais longo não será reconhecida".
LEIA TAMBÉM: Três times da Série A disputam a contratação de Emiliano Rigoni, do São Paulo
Marquinhos assinou seu primeiro contrato com o São Paulo em 2019, quando tinha 16 anos. Pela Lei Pelé, legislação vigente no Brasil, o clube do Morumbi pôde assinar um vínculo de cinco anos. Mas para as transferências para outros países, o que vale é regulamento da Fifa.
"Esta situação é um conflito de normas, mas prevalece, para transferências internacionais, o regulamento internacional. No Brasil, a cláusula de cinco anos é válida e protegerá o clube para transferências nacionais. Para transferências internacionais, entretanto, valerá a regra da Fifa, que entende que essa forma é mais viável para o atleta poder encaminhar melhor sua carreira internacional. Então, menores de 18 anos, no âmbito internacional, taxativamente não podem celebrar contratos acima de três anos. Tudo que ultrapassar o prazo de três anos não será válido. Ou seja, não será uma cláusula de proteção ao clube empregador", esclarece o advogado Guilherme Guimarães, especialista em direito desportivo e sócio do escritório Silveiro Advogados.
Este tem sido um conflito recorrente nos clubes brasileiros. Recentemente o Santos criou a "Lei Dracena", após o clube detectar que deixou de ganhar algo em torno de R$ 350 milhões com jogadores que saíram justamente por conta dessa brecha jurídica.
"Importante lembrar, ainda, que, caso não seja concedida a transferência internacional pela entidade brasileira, o atleta deverá demandar o Tribunal da Fifa para resolver o litígio, sendo que a jurisprudência atual é no sentido de reconhecer a validade da negociação e respetiva transferência. Os clubes devem estar atentos a essa regra, sob pena de serem surpreendidos com a perda do vínculo desportivo com o atleta", alertou Guimarães, com a experiência de ter integrado a Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da CBF, que resolve os litígios deste tipo em território nacional.
O próprio São Paulo sofreu recentemente com isso, após o zagueiro Lucas Fasson pedir a rescisão unilateral de seu contrato com o Tricolor com base na norma da Fifa. Pela legislação da entidade máxima do futebol, Marquinhos poderia acionar a Justiça já em julho deste ano e pedir a rescisão de seu contrato.
Fifa, pressiona, São Paulo, aceitar, venda, Marquinhos

A cagada é feita por diretores incompetentes q dirigem o S.Paulo.
Normal a fifa gosta de beneficiar times maiores!
Vende ate porque marquinhos nao eh nenhum craque. Eh bom jogador mas aparecen outros
Essas leis que favorecem o lado europeu... aí a turma vem aqui no supermercado de atletas e leva o que quiser...
Essa lei esdrúxula só beneficiam os times Europeus que é para onde vai a maioria dos jogadores brasileiros!
Diretorias incompetentes fazendo questão de assinar o atestado de burrice.
Os clubes devem ficar atentos a essa norma! Contra o estipulado não há o que reclamar, o pior é que vai ter que aceitar o valor bem inferior, melhor um pássaro na mão que 2 voando! O Marquinhos é um jogador regular, nada de excepcional!