Imagem: Paulo Pinto/São Paulo FC
Para variar, a arbitragem foi o alvo de todas as atenções do "San-São" no Morumbi.
O pênalti, segundo as novas orientações da FIFA, é indiscutível, no toque no braço aberto do volante Rodrigo Fernández. Mas, de fato, não há certeza de que a bola saiu inteira depois do apressado toque com o pé esquerdo de Alisson para repor logo a bola no lateral.
Leandro Vuaden assumiu a marcação, invertendo o que o auxiliar assinalou, e o VAR não poderia interferir, mesmo terminando em penalidade máxima.
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Polêmica, sim, mas nada que justificasse as ameaças criminosas do gerente de futebol Edu Dracena ao árbitro. Não é assim que funciona e o equívoco nem foi tão claro, além de ser na origem do lance. O toque no braço poderia ter sido evitado.
O fato é que o São Paulo hoje tem mais time e elenco que o Santos. Isso ficou bem claro nos 90 minutos.
Começou melhor o clássico com Arboleda na zaga, Andres Colorado como o volante mais fixo e anulando o limitado Jhojan Julio e Patrick na vaga de Alisson, fazendo dupla com Welington pela esquerda e colocando na cabeça de Calleri, artilheiro do Brasileiro com cinco gols e do time na temporada com 13, para abrir o placar.
O 4-1-3-2 de Ceni, suspenso e representado pelo auxiliar Charles Hembert, tinha fluência pelos lados, incluindo a dupla Rafinha/Igor Gomes pela direita, e também a mobilidade de Eder e Rodrigo Nestor na busca do jogo entrelinhas.
O Santos sofria com apenas três no meio para proteger os quatro da última linha e só ameaçava em contragolpes com Léo Baptistão, que vinha buscar o jogo na zona de Julio e criava indefinição na marcação de Colorado e dos zagueiros, preocupados com Marcos Leonardo. Na jogada da dupla de ataque, o gol santista nos acréscimos. Do camisa nove oportunista, mais uma joia da Vila Belmiro.
O São Paulo desperdiçou duas boas chances nos primeiros 45 minutos, com Patrick de cabeça e Calleri recebendo belo passe para trás de Gomes.
Ceni/Hembert voltou do intervalo com Alisson na vaga de Patrick e um time mais agressivo. Com 17 minutos, Marquinhos e Luciano substituíram Colorado e Eder. Igor Gomes recuou como volante, auxiliando Nestor por dentro.
Fabian Bustos reorganizou sua equipe no 4-4-2, com Willian Maranhão no lugar de Julio, fazendo dupla por dentro com Rodrigo Fernández, e Lucas Braga no lugar de Felipe Jonatan à esquerda. A equipe ficou mais compacta e organizada, ameaçando em alguns contragolpes.
Mas a troca de Baptistão por Ricardo Goulart quebrou o ritmo das transições ofensivas e o São Paulo empurrou de vez o rival para trás. E então veio o pênalti que definiu o jogo, muito bem cobrado por Luciano.
O São Paulo terminou com 57% de posse e 86% de efetividade nos passes. Dez finalizações a oito, três no alvo para cada lado. Seis a três de dentro da área.
Os santistas podem reclamar, mas o time da casa foi superior. Muito por conta de seu elenco homogêneo. Talvez o mais equilibrado dos 20 times da Série A,
Se não conta com as estrelas de Palmeiras, Atlético Mineiro e Flamengo, tem peças de reposição de nível parecido com a dos titulares. É possível rodar mais sem perder tanto desempenho.
Não é pouco e deve ser o grande trunfo na temporada.
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Li a materia agora, portanto atrasado, porém quero elogiar a qualidade do texto. Tecnico, sintetico, fundamentado por nuneros e avaliacoes muito boas. PARABENS!
Elenco nao muito ruim nao mais nao tem tecnico esse guardiola e uma menyira
Boa,tambem acho. Temos um elenco + forte psicologicamente,+ tecnico,temos boas perpectivas