A contratação de Pablo tinha tudo para ser um divisor de águas no São Paulo, muito pela forma com que ele chegou ao clube. Após uma temporada de 2018 praticamente perfeita, com 18 gols em 51 jogos e a conquista da Copa Sul-Americana com o Furacão, o jogador era a ambição de muitas equipes.
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O São Paulo, então, viu ali uma possibilidade de mostrar ao futebol brasileiro que era capaz de bater de frente novamente com os clubes mais poderosos financeiramente, como Flamengo e Palmeiras.
Em uma disputa com o time Rubro-Negro, o Tricolor levou a melhor: ofereceu 6 milhões de euros (R$ 26,6 milhões na cotação da época) e mais 1 milhão de euros de bônus por metas cumpridas. Além disso, colocou gatilhos no acordo que davam o direito de uma renovação automática se ele batesse um determinado número de jogos, algo que aconteceu no ano passado.
Vencer a disputa no mercado com o Flamengo foi algo muito celebrado pela gestão passada, presidida por Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. Era a esperança de dias melhores com um reforço desejado por muitos naquele momento. Pablo se tornava a contratação mais cara da história são-paulina.
– A contratação do Pablo indica as ambições e o nível de competitividade que queremos no São Paulo para a próxima temporada. É um jogador que despertou o interesse dos maiores clubes do Brasil e que fez a escolha de defender as cores do São Paulo. Ele acredita no nosso projeto, e sei que com ele estaremos mais próximos de atingir nossos objetivos – afirmou Leco no dia do anúncio oficial, no final de dezembro de 2019.
Um 2019 para ser esquecido
A expectativa da torcida e da diretoria por Pablo foi frustrada logo no ano de estreia do jogador. E nesse caso foi por conta das recorrentes lesões.
Naquele ano, o atacante foi quem mais desfalcou a equipe por veto clínico: 29 partidas fora, no total. A mais grave foi um cisto artrossinovial na região lombar da coluna. Por conta disso, Pablo precisou passar por procedimento cirúrgico.
Devido aos problemas físicos, Pablo disputou apenas 30 partidas em 2019 e terminou aquela temporada com sete gols marcados. Por incrível que pareça, ele acabou o ano como o artilheiro do elenco.
Apesar desse alento, aquele foi um período frustrante e para ser esquecido.
Mas e agora, vai?
O ano de 2020 começou sob desconfiança para Pablo após o 2019 ruim. Mas o próprio jogador acalmava a torcida com o discurso que o grande problema tinha sido as diversas lesões na temporada passada.
A estreia no Paulistão foi animadora, com gol diante do Água Santa. A ponta de esperança no desempenho do jogador estava acesa novamente. Será que 2020 era o ano de Pablo com a camisa do São Paulo?
Parecia que sim, mas só parecia...
Pablo começou a temporada como titular no time de Fernando Diniz. O ano acabou interrompido pela pandemia de Covid-19, mas ele continuou no time.
A falta de gols e atuações começaram a pesar na relação com a torcida. A péssima campanha na Libertadores, com o time eliminado na fase de grupos, agravou o cenário.
Pablo foi superado pelo jovem atacante Brenner, que ganhou posição e ajudou a empurrar o time que liderou boa parte do Brasileiro, mas depois derreteu na reta final do torneio. Brenner acabou vendido antes do fim da temporada, que se estendeu pelos primeiros meses de 2021, o que abriu espaço para Pablo novamente.
O ano do divórcio
Com nova diretoria, o São Paulo começou a temporada de 2021 com um único reforço ofensivo, o atacante Bruno Rodrigues, que não agradou o técnico Hernán Crespo, recém-chegado.
No Paulista, Pablo jogou 12 partidas e foi titular em 11 delas, inclusive nas duas finais contra o Palmeiras – o São Paulo venceu o torneio, encerrou um jejum de mais de oito anos sem taças, e ele marcou cinco gols na competição.
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