O caminho de Gabriel Maioli foi longo antes de virar destaque do São Paulo na Copinha. Autor de quatro gols em cinco jogos, o atacante vive um momento de felicidade depois de mais de um ano de muitas dúvidas. Foram quase 600 dias longe dos gramados por causa de duas cirurgias seguidas no ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo. Ao todo, foram três operações na região no currículo jogador de 18 anos.
Os dias de trabalho de recuperação no Centro de Formação de Atletas (CFA), em Cotia, na região metropolitana de São Paulo, foram acompanhados de perto pela fisioterapeuta Mônica Mariutti. Mais do que responsável pelo tratamento de Maioli, ela se tornou uma espécie de segunda família para o atacante.
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"O fato de eles estarem sem a família em Cotia me fez criar um laço muito maternal com eles além da parte profissional. O Maioli me chama de 'minha mãe, diz que sou a segunda mãe dele. Em um dos gols que ele fez na Copinha, ele falou que era para mim. Criei uma relação muito forte com ele", diz Monica.
A fisioterapeuta chegou em Cotia em março de 2020, durante o processo de recuperação da segunda operação de Maioli - a primeira havia acontecido ainda em 2017. Quando o atacante estava perto de voltar aos gramados, uma dor sentida em um treino fez com que o drama recomeçasse.
"O Maioli já havia passado por todo o processo de recuperação e ficou treinando durante duas semanas. Em um dia, depois do treino, ele passou no departamento médico e falou que tinha torcido o joelho. Ele fez uns testes físicos e apontou um problema no menisco e uma ligeira instabilidade no ligamento, mas bem leve. Pelo histórico dele, pedi mais um exame de ligamento", relembra Bruno Perez, coordenador médico do São Paulo em Cotia.
Maioli foi apenas com um motorista do clube realizar os exames. Ainda no carro, leu o laudo médico e se desesperou. "Ele começou a me ligar sem parar. Eu tentava acalmá-lo por telefone, fiquei em Cotia até à noite esperando-o chegar. Nesse dia eu desmontei. O menino já estava praticamente um ano parado, um menino com tanta dedicação", conta Monica.
A fisioterapeuta não foi a única que sentiu o baque. Ela e Perez afirmam que esse foi o único momento que viram Maioli balançar. O atacante recebeu autorização para passar alguns dias em casa. Quando voltou, já apresentava outro semblante. "Várias vezes parecia que ele não estava se abalando, mas a gente sabia que era por fora. Por dentro, ele sentiu, sim", diz Monica.
A relação dos dois ficou mais forte no segundo período de reabilitação. "Cada coisinha que ele conseguia era uma conquista para mim também. Eu me emociono muito de falar dele. Todo dia ele vinha agradecer. Até hoje ele agradece", diz Monica, com lágrima nos olhos.
"A minha família toda se envolve: meu marido, minha filha. Eu tenho um netinho que fica falando do Maioli. Como eu sou mãe, sou avó, eu levo aqueles meninos como se fossem meus filhos mesmo".
A Copinha como volta por cima
A Copa São Paulo de Futebol Júnior é tratada pelo São Paulo como o final da temporada. Depois de disputarem o Brasileirão e o Paulistão da categoria, os atletas têm no torneio paulista a maior visibilidade. Para Maioli, o torneio é o ápice desde seu retorno.
A volta aos gramados aconteceu em agosto do ano passado, em um jogo contra o Osasco Audax. Foram apenas oito minutos em campo, depois mais 16 contra o Cruzeiro até ser titular na goleada por 6 a 0 contra o SC Brasil. Maioli foi o autor de um dos gols.
Na Copinha, os números impressionam. Já são quatro gols em cinco partidas. Diante do Vasco, ele foi responsável por duas bolas na rede do São Paulo, na vitória por 4 a 2. Já contra o Cruzeiro, quando o time de Alex saiu atrás do placar, foi dele o gol de empate. A classificação veio após o segundo gol de Vitinho.
"Depois desse jogo, ele entrou no vestiário, me abraçou, me jogou para cima. Foi uma vitória nossa. A gente sempre fica na dúvida se o atleta vai voltar e como vai voltar. A gente está curtindo esse momento", diz Monica, que considera um possível título da Copinha uma "realização" após tudo o que Maioli passou.
O São Paulo disputa hoje uma vaga na final da Copinha. A equipe recebe o São Paulo, às 19h (de Brasília), na Arena Barueri.
Fisioterapeuta, destaque, SP, Copinha
Wilson Carlos, essa é a profissão deles, o ganha pão na maioria das vezes para famílias numerosas e pobres, eles sabem que tem 12 ou no máximo 15 anos para fazer dinheiro para viver o resto da vida! Quem morre de amor pelo clube somos nós os torcedores, éssa molecada morre para ir jogar num grande clube, de prefere da Europa, e tem ainda o O CÂNCER DO FUTEBOL BRASILEIRO, os empresários que passam a carreira toda deles dizendo: lá você vai ganhar mais! Fui gerente de auditoria externa de uma grande financeira de São Paulo, entrei como audito Júnior até chegar ao topo, a Telebrás me ofereceu o dobro para ser supervisor do Centro Oeste do Brasil, na hora pensei o conforto que daria para minha família, agradeço muito a empresa em que subi, mas em primeiro lugar estava minha família que era pobre e dependia de mim para ter uma vida melhor! E nunca me arrependi do que fiz!
Que o Walce beque da baixe,se espelhe no Maioli