Em entrevista a Mauro Cezar Pereira no programa Dividida, do Canal UOL, o executivo Pedro Daniel, da Ernst & Young, afirma que já passa da hora de o Brasil contar com um modelo de fair play financeiro que sirva justamente para coibir este tipo de transação, impedindo que os dirigentes façam contratações que não terão condições de pagar. Para ele, o melhor modelo para o futebol brasileiro seria o que bloqueasse previamente uma contratação sem a comprovação de condições para bancá-la.
"No meu entendimento, o modelo preventivo é o que mais funciona. O que é o preventivo? Que você, na verdade, apresente o seu DRE, o seu orçamento para o ano e que essa entidade possa acompanhar, monitorar, porque quando você tem essa visão de passado, que é até onde você pode chegar, você trava esse tipo de contratação", explica Pedro Daniel.
"Ou seja, um clube que fatura R$ 100 milhões, ele faturou nos últimos dois anos R$ 100 milhões, só para a gente ter esse exemplo, ele tem essa média. No outro ano, a gente desmembra todas as receitas e as despesas e fala 'cara, você não vai faturar R$ 400, você faturou R$ 100 nos últimos anos, você tem uma média, uma linha da qual até R$ 150 você pode reduzir e em cima disso você pode contratar ou não, senão não é feito o registro'. Isso acontece em alguns países", completa.
O executivo afirma que não tem sentido hoje a permissão para que um clube possa contratar um jogador sem pagar por ele e ter a possibilidade de uma vantagem esportiva contra o próprio vendedor do atleta, que foi lesado na transação.
"Eu quero contratar um atleta que vai me custar R$ 50 milhões no ano. Meu amigo, você não vai honrar, então você não registra, você não vai contratar. A não ser que você demonstre a sua receita, por exemplo, eu estou com uma venda de atleta que vai cair em junho, que é de R$ 100 milhões. Legal, então faz sentido dentro da sua provisão, senão você não contrata. Não faz o menor sentido, aqui dentro do Brasil, a gente ver situações como essa. Clubes que não pagam salários e saem contratando, e aumentam a performance e ganham daquele que eles não pagaram", afirma Pedro Daniel.
"É o doping financeiro, o clássico doping financeiro. Então, para usar um exemplo muito pontual, o Cruzeiro um pouco antes da trava —porque afinal de contas ele não pagou uma contratação, a Fifa iria travar o registro—, eles contrataram sete atletas pouco antes da trava, já de maneira preventiva, sabendo que não poderiam registrar na sequência. Qual a lógica disso? Estou falando como indústria, qual a lógica disso? De sete novos contratados que também não vão receber, me parece claro, porque afinal de contas, os outros não receberam. Podem ser registrados e contratados? Como os principais concorrentes veem isso?", questiona.
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Quem manda niisso são as torcida organizada q ganham muito eeles q mandamm em tudo não tão nem pra gente torcedor do bem q agente sofre são todos mercenários
O que eu fico puto é que o Curica deve 2 bilhões e continua contratando e ninguém fala que vai quebrar ,o São Paulo deve 600 milhões e todo mundo fica falando que o clube vai quebrar que vai pra Segunda divisão **** u
O que não faz sentido é clube dar calote em outros clubes e ainda conseguir registrar jogador.
O Botafogo deve para o São Paulo e está aí contratando, querendo contratar, e a CBF não faz nada.