[ENQUETE] Você quer que o SPFC se torne clube empresa? Veja as possibilidades

Fonte InfoMoney/Cesar Grafie
O que é preciso para um clube como o São Paulo tornar-se empresa? Quais são os prós e contras dessa transformação para o tricolor paulista? O SPFC.Net trará uma série de matérias sobre o assunto que ganha cada dia mais repercussão. Vamos falar como funciona o processo para o tricolor se transformar em uma SAF, se vale à pena e se o tricolor pode u não ser vendido para investidores árabes.
Você tem dúvidas sobre o SPFC se tornar clube empresa ou separar o futebol do social? Manda pra gente nos comentários que a gente te responde com matérias bem detalhadas e explicadas em um linguajar bem fácil! Veja todos os detalhes abaixo.

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É preciso que o clube deixe de ser uma associação, cujo objetivo inicial é participar de um clube social, usar suas piscinas, quadras de tênis e salões de festa, e passar a ser uma entidade que tenha como atividade básica a prática do futebol profissional.
Não era impossível fazer essa transição. Mas ela ficou relativamente mais simples com aprovação da chamada Lei da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) que, após ter alguns artigos vetados pela Presidência da República, foi reanalisado pelo Senado Federal nesta semana.
Após a derrubada de alguns dos vetos, enfim temos o desenho final da lei que vai reger – pelo menos por enquanto – o processo de transformação das associações em empresas.
A lei tem diversas falhas, ou melhor, diversas interferências nas relações entre alguns stakeholders do segmento. Mas também traz alguns elementos que passam a tornar interessante que uma associação se transforme em empresa. No final, para quem quiser fazer do jeito certo e transparente, basta ignorar as interferências e utilizar os elementos corretos. Este deve ser o tom de quem conduzirá os processos vencedores daqueles que ficarão pelo caminho.
Para tratar do tema, vou pular aquela parte em que sempre digo que ser empresa ou associação é irrelevante, desde que a estrutura de gestão seja desenhada de forma a privilegiar um modelo corporativo e não um modelo político de acordos e acomodação de grupos. Vamos então tratar a lei considerando seus impactos positivos. Afinal, algumas associações terão interesse em fazer essa transição de maneira justa.
Antes de mais nada, resumindo a parte positiva, podemos dizer que o fato de ter uma carga tributária próxima à das associações é algo que tende a incentivar a mudança. Ao se transformar em SAF, a associação passa a pagar 5% de impostos sobre as receitas totais (exceto aquelas com negociação de atletas) e isso é pouco superior ao que as associações pagam hoje. Pronto, temos dois modelos distintos que podem ser adotados sem alterar a competitividade.

Um problema que permanece é o veto aos itens de transparência e governança. Originalmente, as SAFs deveriam apresentar detalhamento sobre os cotistas que participam do controle acionário do clube a partir de fundos de investimento. A lógica é evitar que um mesmo cotista seja controlador de vários clubes. Vetar essa possibilidade abre espaço para que isso ocorra. Paciência. Mas isso não significa que os futuros acionistas não possam fazê-lo por vontade própria. Basta fazer o certo.
Outro tema que foi mantido o veto era o da criação das Debêntures-fut, que eram títulos de dívida específicos para financiar o futebol, com incentivos fiscais. Francamente, é algo completamente inútil. A ideia era criar uma fonte de captação que permitisse maior retorno ao investidor e prazos mais longos de pagamento para os clubes. Bobagem. O que cria mercado não são essas artificialidades, mas sim empresas e setores bem estruturados, com baixo risco regulatório e segurança jurídica. Tudo que o futebol ainda não tem. Logo, as Debêntures-fut seriam um instrumento inócuo.
Mas como é possível aproveitar o que foi aprovado para a criação da SAF?
É preciso pensar em fases dessa transformação. Assim como fazer de uma empresa familiar uma estrela das Bolsas de Valores, sair do modelo político associativo para um modelo corporativo demanda tempo, estratégia e apoio de gente especializada.
Qual é o primeiro passo para se tornar empresa?
O primeiro processo é separar internamente clube social e futebol. E essa separação pode ser meramente gerencial, mas transparente o suficiente para definir o tamanho e as características do que será a futura SAF. A partir daí entra a segunda parte, que é identificar todas as dívidas, especialmente aquelas que estão escondidas debaixo do tapete. Esta fase é fundamental, mesmo que isto signifique um aumento brutal do endividamento, pois esta é uma informação que qualquer interessado em investir na SAF vai querer saber.
Com base nisso é possível discutir um processo de reestruturação dos passivos. Mas sem usar a premissa pouco ajuizada que a Lei da SAF apresenta, que é a de fazer transferências de ativos e passivos sem consultar os credores. Não funcionará. Além de ser desleal com quem financiou o clube até hoje, há riscos de judicialização que podem paralisar o processo. Portanto, ser transparente com credores é necessário.
Com isso já é possível separar os ativos, passivos, as fontes de receita do futebol e entender qual é o real potencial do negócio. Quando isso ocorrer é possível que algumas realidades venham à tona: seja mostrar que os clubes sociais precisam repensar suas atividades, seja verificar que o futebol é uma atividade insustentável para muitos clubes. Ao menos na forma como estão sendo geridos.
Mas e o modelo de gestão? Não se altera?
Depende. Se a ideia é criar a SAF e negociá-la, então o ideal é que o comprador tenha a liberdade de organizar a estrutura como melhor lhe convir. Uma estrutura básica de funcionários e funções pode estar presente, mas cada comprador terá seu modelo.
Agora, se a ideia é apenas separar os negócios, então será necessário desenhar um modelo corporativo para a SAF, que inclui necessariamente o fim dos conselhos deliberativos, transformados em conselhos administrativos, com profissionais e funções claras, e de preferência com presença relevante de membros independentes.
Depois, é fundamental construir uma estrutura de gestão completamente profissional e baseada em planos estratégicos e remunerada por metas. Profissionais de mercado, com experiência real e não com a ultrapassada ideia do “cheiro da grama”. Deixe isto para os observadores do clube que buscam atletas pelo mundo. Na gestão, vale o conhecimento.

Quais são os prós e contras dessa transformação?
Cuidado: seu clube pode falir!
Uma das novidades que a lei da SAF nos traz é a da possibilidade dos clubes, mesmo as associações, pedirem recuperação judicial (RJ), que é uma forma organizada de reestruturar suas dívidas. Muito bom, mas ao poder pedir RJ o clube também fica sujeito a ter um pedido de falência feito por um credor. E as regras de RJ podem levar a situações incontroláveis e consequências duras para os clubes. Portanto, atenção, porque aqui há riscos para os clubes, mas boas oportunidades para os credores, se eles conseguirem se organizar.
No final, nenhuma associação precisa virar SAF para ser negociada. Elas podem simplesmente optar pelo modelo para se organizar como empresa. Isto poderia atrair investidores, mas certamente força um processo de profissionalização e organização, dados todos os riscos embutidos.
SPFC, SÃO PAULO FC, CLUBE EMPRESA, SAF, INVESTIDORES ÁRABES, SPFC COMPRADO, SPFC VENDIDO, #SEPARASAOPAULO, SEPARAR CLUBE DO FUTEBOL, PROFISSIONALIZAÇÃO
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Comentários

marco antonio seabra júnior
3 0
02/12/2021 22:40:50

#foraceni

felipe cunha
3 0
02/12/2021 22:13:07

Esta é a unica esperança, antes de virar a Portuguesa ou o Cruzeiro. Se continuar assi.Série B b ano que vem é uma certeza.Apos o jogo de hoje contra o grêmio ficou bem claro qual será o futuro do SPFC.De chamado soberano,a pé de pano! Vergonha,vergonha,vergonha.....Diretoria sem vergonha,dirigentes sem vergonha,time sem vergonha,presidente sem vergonha! Vergonha,e mais vergonha para o torcedor. Queria que tivesse caido ja este ano! So assim tera vergonha na ***** gual o palmeirinha e curintia!

l.p 87
4 0
02/12/2021 18:59:12

Sim.

alaide santos
5 0
02/12/2021 18:46:45

Se realmenye os Árabes compracem o São Paulo F C seria a gloria,só assim esses bandidos paravam de roubar o clube e ai seriamos competitivos contra Flamengo,Palmeira e Atletico Mineiro!!!

paulo monteiro de mello
8 0
02/12/2021 17:53:37

Um monte de conselheiro e diretores vagabundos vão querer perder a mamata???

willian soriano de macedo
8 0
02/12/2021 17:50:12

Seria a salvação

tiago honorio
3 0
02/12/2021 17:30:50

São paulo city k

alison s.p
4 0
02/12/2021 17:05:18

Sim melhor que si torna um cruzeiro

otavio teixeira souza
5 0
02/12/2021 16:38:47

com certeza

alexandre neto
10 0
02/12/2021 16:09:44

Pelo menor assim da pra competir com o flamengo e palmeiras

diogenestorres
8 0
02/12/2021 16:09:12

Para ontem isso ai!

marcelo leonardo
13 0
02/12/2021 15:18:50

Demorou manda bala , vamos quebrar as pernas de flamengo e palmeiras.

luiz mira
14 0
02/12/2021 15:03:26

Sim o Sao paulo nao pode ser o último a fazer isto vamos ficar para traz

luiz mira
12 0
02/12/2021 15:02:30

Sim ta na hora

leonardo souza
10 0
02/12/2021 15:01:30

Olha o Cruzeiro já virou clube empresa se o Júlio Casares abrir os olhos São Paulo pode fechar as portas e valir isso é uma realidade do clube que eu vejo

david felix
12 0
02/12/2021 15:01:20

Com certeza, o tricolor passaria a pagar suas contas em dias e não teria tanta rivalidade entre os seus sócios pra ver quem mais faz falcatruas nas contas do tricolor.

odair nunes
13 2
02/12/2021 14:48:08

Ai torcedores do tricolor vamos pressionar esses conselheiros ladrões a mudar o estatuto pra virar empresa.

odair nunes
11 2
02/12/2021 14:45:54

Gostaria

orlando alexandria
11 2
02/12/2021 14:44:06

Lógico

wellington antonio da silva
7 1
02/12/2021 14:43:28

Ckm certeza sim

edson pessoa
9 1
02/12/2021 14:41:52

Claro que sim senão o nosso São Paulo vai virar uma Portuguesa da vida , vai acabar falindo

evodio augusto santos
10 1
02/12/2021 14:29:54

Sim. Pois chega destes velhos, sugarem o tricolor. É o mundo em desenvolvimento. Não a estes arcaicos.

#brincando com joão
9 1
02/12/2021 14:22:06

Com certeza será a única maneira do tricolor existir. Pois com essas administrações levarão ao fundo do poço, pois até agora não estou vendo nada de profissionalismo nessa gestâo

will santos
6 1
02/12/2021 14:20:09

Sim

sergio ferro
7 1
02/12/2021 14:19:31

Sim, única maneira de crescer as dívidas. Investir em jogadores que venham para jogar. Chega de meia boca.

arnaldo nascimento
7 1
02/12/2021 14:17:55

Sim

ubiratam ferreira de araújo
11 1
02/12/2021 14:17:38

Sim, queremos times, Titulos, nao importa de que geito chega de passa vergonha

alexandre neto
13 1
02/12/2021 14:17:15

Sim pode compra so assim nois volta a briga por título

rubens gonzales
10 1
02/12/2021 14:13:20

Sim

adevair augusto baggio
13 1
02/12/2021 14:10:07

Sim. Com urgência.

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