O São Paulo produziu estudos no início deste ano para analisar a possibilidade de transferir o elenco profissional do CT da Barra Funda para o CT de Cotia, onde treinam as categorias de base do clube.
A ideia foi abandonada logo no início por ser inviável, segundo uma fonte ouvida pela reportagem. Ela cita impedimentos jurídicos pelo fato de o CT de Cotia manter financiamentos através da Lei de Incentivo ao Esporte, específicas para o desenvolvimento de atletas em formação.
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O estudo consta em relatório de atividades das diretorias do clube publicados no site do São Paulo. Ele é citado em dois desses documentos, os de março e abril e maio e junho, com plantas de engenharia.
O CT de Cotia foi inaugurado em 2005 e é um dos mais modernos do país. Em 2014, foi utilizado pela seleção da Colômbia durante a Copa do Mundo.
O elenco profissional do São Paulo utiliza o local em pré-temporadas ou outros momentos específicos – o que, por ser eventual, não gera impedimentos burocráticos.
Já o CT da Barra Funda é mais antigo, do final da década de 1980. Em 2017, a concessão do espaço, que pertence ao município de São Paulo, foi ampliada até 2042.
O diretor de futebol Carlos Belmonte afirmou se tratar de uma "prioridade" em agosto, quando uma série de lesões desfalcou o time então comandado por Hernán Crespo:
– Modernizar o Reffis (Núcleo de Reabilitação Esportiva Fisioterápica e Fisiológica) e todo o CT da Barra Funda é nossa prioridade. Na última sexta fizemos uma reunião com o Crespo e o Muricy. Sábado, já aqui em Recife, com os departamentos médico e de preparação física. Estamos há muito tempo sem investir em estrutura. Vamos voltar a ser referência – escreveu o dirigente numa rede social.
Há cerca de três anos, o ex-diretor executivo de futebol Raí apresentou um projeto de reforma orçado entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões, que não foi para frente.
A falta de dinheiro ainda é uma barreira para a modernização do CT da Barra Funda.
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Os mimados não vão querer ficar fora de casa por um longo período.
Uma pena. Ar puro, longe de distrações. Seria ótimo para o profissional.
O tricolor poderia avaliar, se houver brecha jurídica, a possibilidade de aproveitar e explorador parte do CT de Cotia como um hotel. Certamente teria um alto índice de ocupação. Imagine pagar para conviver com a mesma estrutura da base, preservada claro boa parte para os próprios jogadores. A própria curiosidade de se conhecer o local já lotaria os quartos e traria novas receitas para o próprio CT, podendo até tornar-se auto-sustentável, desde que bem administrado.
O certo era colocar o sub 16 au sub 20 treinar com os profissionais .