A má campanha do São Paulo no Campeonato Brasileiro, em que o time ocupa a 13ª posição, com 34 pontos, mais perto da zona de rebaixamento (cinco pontos a mais do que o Santos) do que do G-6 (sete pontos a menos do que o Internacional), tem o desempenho ofensivo da equipe como um dos principais motivos para as dificuldades no torneio.
A derrota para o Red Bull Bragantino no último domingo fez com que o São Paulo chegasse à 29ª rodada com a pior campanha da história do time no Brasileiro após 28 partidas.
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Isso vale também para o ataque, que nunca fez tão poucos gols no mesmo período – só 22, menos do que os 24 da Chapecoense, lanterna, e melhor apenas do que o do Sport, com 15.
Dados levantados pelo Espião Estatístico indicam que o São Paulo, no Brasileiro, é um time que chuta pouco e mal.
A equipe tem 298 finalizações (118 certas) no campeonato – o Fortaleza, que lidera esse quesito, tem 407. A eficiência também é baixa: para marcar um gol, o São Paulo precisa finalizar 13,5 vezes, em média – o Flamengo precisa de 7,8 finalizações para vazar seus adversários.
O setor funcionou no começo da temporada e foi fundamental na conquista do título paulista, em maio – até aquele momento, o São Paulo, então sob comando de Hernán Crespo, ostentava média de 2,09 gols por jogo.
No Brasileiro, os números viraram. Os 22 gols em 28 partidas levam a uma média de 0,78 por jogo – um tombo de 62%.
Quem mais chuta a gol no São Paulo é Emiliano Rigoni, que também é o artilheiro da equipe na competição, com quatro gols. São 41 finalizações, mas 26 delas (63%) erradas.
Veja todos os gols do Tricolor no Brasileirão:
Logo em seguida, quem mais arrisca é o meia Gabriel Sara. São 30 chutes a gol e desempenho ainda pior do que o do colega argentino: 23 (77%) para fora, só um gol.
Criticado, Pablo, que já marcou três gols no Brasileiro, tem 14 finalizações, metade delas certas. É o mesmo desempenho de Luciano, que chutou mais (24, no total), e tem só um gol – ele foi o artilheiro do Brasileiro em 2020, com 18 gols.
A expectativa por melhora no ataque se dá pelos números de Calleri, recém-chegado ao time. O argentino, que tem oito jogos pelo São Paulo neste Brasileiro, já fez três gols. São 14 finalizações, oito delas no alvo (57%).
Calleri e Rigoni, tidos como a dupla titular no ataque, estão lesionados. Eles não enfrentaram o Red Bull Bragantino, mas podem voltar contra o Internacional, domingo, no Morumbi.
Ambos foram contratados nessa temporada, assim como Eder. O veterano, porém, ainda não deslanchou: são 26 jogos e cinco gols. Antes deles, a diretoria ainda contratou Bruno Rodrigues, que teve passagem ainda pior, com apenas sete jogos antes de rescindir e deixar o Morumbi.
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Como pode um time do nivel do São Paulo insistir com Liziero, Sara e Igor Gomes, qualquer time sofre as consequências com estes três energúmenos..
Ai na boa não adianta ter atacantes matadores se a bola não chega em condições de fazer os gols , Rigone , Luciano , Calleri , Éder , Marquinhos , todos bons jogadores mas K D os meias criativos pra acionar os atacantes só temos o Benítez e mesmo assim quase não joga , não é possível não contratar um ou dois meias que todos os adversários tem sobrando .
É nítido isso, muito claro que se não tem quem cria atacantes são obrigados a serem letais, porque pegam uma ou duas bolas boas por jogo, dificilmente Pablo seria letal, até mesmo Calleri, Luciano e Rigoni que são melhores precisam de mais criação, já vi grandes centroavantes atuando, entre eles Romário e Ronaldo, esses também perdiam gols atrás de gols apesar de serem gênios, porém tinham cinco seis oportunidades por jogo, aí entre alas faziam um, dois e saiam como heróis, esses caras no São Paulo de hoje com Sara e Igor Gomes criando, também estariam contestado nesse São Paulo!! Esse meio não cria, dificilmente temos o contra ataque rápido que é outra arma sem meia de criação, os cruzamentos dos laterais são pífios, então se Rogério não arrumar isso, daqui a pouco Rigoni e Calleri vão entrar também nesse turbilhão de críticas.