O relógio marcava 15h54 da última quarta-feira (13) quando o São Paulo anunciou que, em comum acordo, Hernán Crespo deixava o comando do time. Pouco mais de duas horas e meia depois, às 18h26, o Tricolor confirmava que Rogério Ceni seria o novo treinador da equipe. A troca foi rápida. Um papo direto com o argentino selou uma saída que já vinha sendo alimentada por ambas as partes nos bastidores. O acerto com o ex-goleiro e ídolo também não tardou. Algumas mensagens por telefone e uma reunião na sala da presidência do Morumbi bastaram.
A reportagem do ESPN.com.br conversou com integrantes do departamento de futebol tricolor e membros da diretoria para entender os motivos da decisão "em comum acordo" que parecia estar sendo adiada jogo após jogo, empate após empate, na sequência sem vitória do time de Crespo.
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A opção por encerrar o trabalho não era algo presente apenas na ideia da cúpula do clube. Na cabeça de Crespo, a sensação era que seu ciclo não tinha mais futuro. Em conversa nos últimos dias com integrantes do departamento de futebol, um já desanimado treinador argentino afirmou sentir que não tinha mais o "vestiário nas mãos" e que os jogadores já não compravam suas ideias.
Crespo e seus parceiros de comissão técnica não relatavam problemas pessoais no dia-a-dia. A mesma versão era defendida por dirigentes e estafe. Não havia uma rusga específica na relação treinador-elenco, apenas questões menores com jogadores barrados recentemente. Mas o trato era frio, distante, sem qualquer sinalização de proximidade e disposição para estreitar laços.
Desgaste com comissão por carga de treinos
O ponto mais sensível foi a relação do grupo com seus auxiliares, especialmente o preparador físico Alejandro Kohan e seu filho, Tobías Kohan.
O primeiro foi apontado como responsável pela carga intensa de atividade no início da temporada e o consequente desgaste dos atletas.
Depois, o próprio reduziu consideravelmente a intensidade, desagradando elenco e diretoria pela ausência de possibilidade de atividades para corrigir a equipe.
Tobías não agradava pelo jeito mais duro de lidar com alguns no ambiente do futebol.
Saída de Crespo não gera comoção no vestiário
O exemplo da relação fria e distante com técnico e comissão, segundo relatos de envolvidos, foi a absoluta ausência de comoção por parte de jogadores e membros do departamento de futebol quando informados da saída de Crespo na tarde desta quarta-feira (13).
Já desconfortável em relação ao ambiente vivido no dia a dia, Crespo reforçou a ideia de ir embora ao avaliar seu desempenho. Em conversa recente com membros da direção, ele estabeleceu uma meta de pontos a ser atingida até o jogo contra o Ceará, marcado para esta quinta-feira (14).
Para o argentino, o time precisaria ter uma pontuação específica antes de entrar no terço final do Brasileirão e tentar uma arrancada rumo à parte de cima da tabela e a uma sonhada vaga na Libertadores. Com os tropeços recentes (cinco empates seguidos) e longe da meta, o treinador entendeu que não fazia mais sentido continuar e disse isso aos dirigentes do Morumbi. A eliminação na Copa do Brasil após ceder um empate em casa no duelo de ida contra o Fortaleza também pesava na avaliação.
A direção, que já trabalhava com essa ideia e chegou a se reunir com Crespo no último dia 4 cobrando melhor desempenho, se viu diante do cenário ideal para o tal "comum acordo" pela saída de Crespo.
Ceni prioridade absoluta, mas Roger e Osorio na mira
A troca não demorou a acontecer. Selada a saída do argentino, o presidente do clube, Júlio Casares, enviou uma mensagem a Rogério Ceni. Em cinco minutos, uma resposta do goleiro já era notificada na tela do celular do dirigente. O papo inicial foi rápido e positivo.
Ceni, que mora ao lado do Morumbi, topou ir imediatamente ao encontro do cartola na sede do clube para acertar detalhes finais. Assim foi feito. Mesmo sem contrato assinado ou qualquer registro em carteira de trabalho, um acordo "de boca" foi celebrado, resultando no anúncio nas redes sociais às 18h26. Pouco tempo depois Rogério já trabalhava com seu novo grupo no gramado do Morumbi – de olho na partida contra o Ceará.
Casares não precisou pensar muito ou gastar tempo. Ainda assim, o presidente tinha outras opções na mesa em caso de recusa do ex-goleiro e ídolo.
Uma delas era Roger Machado, nome muito bem avaliado e sempre lembrado por Muricy Ramalho. A outra era o nome de Juan Carlos Osorio. O colombiano que passou pelo Morumbi em 2015 era uma das ideias defendida por Casares, que também era diretor do clube à época de sua passagem.
Rogério excelente contratação,as se ele continuar com a mesma linha de raciocinio do Dinizismo e do Crespo escalando Léo Pelé, Lizieiro, Sara e Igor Gomes, o time vai continuar próximo do Z4..
Nao adianta ficar criticando esse ou aquele. Tircedor raiz tem que acolher quem foi escolhido e desejar sucesso para sairmos dessa posicao ingrata na tabela.
Preferia o Osório...quando deixou o tricolor da primeira vez ,era lider do brasileirao
Vejam bem, se não fosse o Rogério poderia ser Roger Machado ou Osório, Meu Deus! Hora de apoiar!
Se for pra nao tomar gol chama o carile entao. Outro charlatao
Ceni e Osorio, treinadores que sofrem muitos gols. A diretoria novamente contrata um treinador que tem média alta de gols sofridos. Não aprendem!
Osorio foi um *** Nunca mais. Crespo ja tava ****** nao ganhava uma. **** se ele ta la feliz no river vida q segue. Bora rc colocar esse time pra jogar