Em entrevista a Mauro Cezar Pereira no programa Dividida, do Canal UOL, Samaja diz que ainda há um comportamento muito negativo dos brasileiros em relação aos profissionais estrangeiros e são poucas as exceções, o que impede os legados de trabalhos como os de Jesus e Sampaoli.
LEIA TAMBÉM: Volpi de saída? São Paulo define se irá contratar um novo goleiro
"Eu acho que no Brasil não se permite legados e muito menos quando esses legados falam outra língua ou nasceram em outra terra. Eu acho que esse é o maior problema do Brasil", afirma Samaja.
"É um país, é uma sociedade que se tornou muito xenófoba em relação a isso, em todos os aspectos. Tem muito nojo pelos estrangeiros, com raras exceções. Então há uma paixão numa dessas, chega, mobiliza, mas rapidamente se transforma para algo negativo, então, aí está a maior pedra do país, é esse ódio", completa.
O profissional também comenta a ausência de técnicos brasileiros no mercado europeu, enquanto há argentinos treinando clubes importantes em algumas das maiores ligas do mundo, com Marcelo Bielsa no Leeds United, da Inglaterra, Diego Simeone no Atlético de Madri e Eduardo Coudet no Celta de Vigo, da Espanha, além de Mauricio Pocchetino no Paris Saint-Germain e Jorge Sampaoli no Olympique de Marselha, na França.
Samaja ironiza as alegações de que o que dificulta a presença de técnicos brasileiros no exterior é o idioma na comparação aos argentinos e diz que a questão também vai além das certificações.
"Eu poderia dar uma resposta fácil e que aqui habitualmente nasce nos círculos de poder. Argentino fala francês, fala inglês, fala japonês, fala todas as línguas. Porque na Argentina nós falamos todos os idiomas. Aparentemente, querem fazer a gente acreditar nisso, como se fosse uma questão de língua. Eu creio que, culturalmente, a competência formativa, independentemente dos cursos, a competência formativa, a exigência, a rigorosidade, a dificuldade formativa cultural dentro do país é muito forte. Isso faz diferença, porque isso te permite ter um profissional não só qualificado, se não convincente, além de competente", afirma Samaja.
"A Argentina está destruída economicamente, socialmente, mas o que ainda mantém em pé a esperança no país é a educação. A educação não se corrompe, então, isso dá uma confiança diferente, um atleta sempre, um jogador mesmo, um jogador que que não tem tanta qualidade, tanta importância dentro das quatro linhas como os brasileiros, acabam sendo líderes, muitas vezes capitães ou o braço direito de muitos treinadores dentro de elencos e muitas vezes sem jogar, o caso do Mascherano que jogou pouco no Barcelona, o Gabriel Milito que jogou também bem pouco no Barcelona, então, aí eu acho que está um pouco do segredo: é a formação de base. A gente tem que pensar que o Brasil tem que mudar, o problema é muito mais profundo que simplesmente uma licença de treinador", conclui.
O Dividida vai ao ar às quintas-feiras, às 14h, sempre com transmissão em vídeo pela home do UOL e no canal do UOL Esporte no YouTube. Você também pode ouvir o Dividida no Spotify, Apple Podcasts, Google Podcasts e Amazon Music.
Mentor, técnicos, argentinos, xenofobia, futebol, brasileiro
Esse cara fumou o que? Argentino falando de preconceito e xenofobia? É o poste mijando no cachorro!
Argentino, uruguaio, qualquer um que chega aqui e se destaca, vira ídolo. O que ninguém aceita é milongueiro, igual o Sampaoli, que pede o mundo de contratação e mete o pé no ano seguinte sem ganhar nada e deixando só o caos financeiro nos clubes.
Qual xenofobia sofre o Crespo, Vojvoda?
Agora pede para esse hermano lacrador dizer porque não tem jogadores brasileiros jogando no futebol argentino, com exceção de apenas um?
Será que porque culturalmente o povo argentino se considera os europeus da América do Sul e superior a todo resto?
Xenofobia por parte dos Brasileiros? Gostaria de saber que técnico de futebol Brasileiro trabalha atualmente na Argentina? Me digam ai.
A imprensa é preconceituosa. A torcida, nem tanto, mas a imprensa é um absurdo. Cambada de vagabundos que tremem quando chega um gringo competente.
Tiravam sarro do Osório e ele foi para a Copa do Mundo. E os entregadores de coletes que faziam pouco do Osório?
A imprensa não é o único problema, mas ajuda muito a tornar o Brasil essa porcaria que é hoje.
Uma licença só vai burocratizar a mediocridade.
Além do curso da CBF, é preciso mandar os melhores nos principais cursos (pagando o curso) e obrigá-los por contrato a prepararem as próximas turmas por uns 3 anos e obrigando tb a trabalhar nas categorias de base dos clubes nesses 3 anos.
Argentino falando em xenofobia ? Então oq explica,a falta d técnicos lá e principalmente jogadores ? Pq aqui ta cheio,oq faz o futebol ser um pouco melhor,cm essa mistura d brasileiros cm gringos
K 15 mil brasileiros médicos aptos ao trabalho que esse governo não da oportunidade não é xenofobia?
Nada haver o que esse o Brasil sempre recebeu os estrangeiros bem sim seus time,na empresas etc ..
Agora Brasileiro jogar na Argentina é muito,muito difícil
Uma visão xenofobica dele mesmo. Aqui nós aplaudimos o bom futebol seja de quem for. Admiramos bons técnicos e temos bons olhares para quem sabe conduzir as coisas. Jorge Jesus, Sampaoli, Aguirre, Hernan... quem não aplaude o trabalho desses caras? O problema é que ele expôs a mentalidade e confirmou o que o próprio Hernan uma vez disse: que a Argentina precisa aprender com o Brasil, pois aqui nós admiramos o bom futebol seja de quem for e lá eles não toleram brasileiros. Vide o final da Copa das confederações, ao qual muitos brasileiros torceram para a Argentina e, de modo grosseiro, o próprio povo argentino disse q não precisavam da nossa torcida. Essa materia mostra um argumento xenofobico querendo falar de xenofobia.
Sim. E o São Paulo como está?
Xenofobia brasileira e a prepotência Argentina.
Não creio rm restrições por parte dos torcedores qyo a tecnihp estrangeiro. Há sim pelis técnicos brasileiros
Xenofobia é a cabeça da minha rola batendo na garganta desse verme racista! Que porra essa "notícia" tem a ver com o São Paulo, blogueiro *************