Assim, o técnico Hernán Crespo agora poderá mirar na missão que recebeu: vencer o Paulista.
Há uma série de argumentos para defender a decisão de escalar um time de reservas, formado majoritariamente por garotos – a média de idade dos titulares no estádio Centenário foi de 23,4 anos –, num jogo do torneio mais importante da temporada.
Mas ela explicita a obsessão da atual diretoria do São Paulo, empossada em janeiro, de findar o jejum de títulos que já passou dos oito anos, ainda que para isso seja preciso se arriscar na Libertadores.
O contexto era favorável a esse risco, baixíssimo. O São Paulo já tinha posição confortável no grupo (começou a rodada com sete pontos, dois a mais que o Racing, segundo); o Rentistas, mesmo em casa, não assustava; os reservas tricolores já tinham dado mostras que de que poderiam encarar os uruguaios ao menos com equilíbrio.
Com o empate, que poderia teria sido uma vitória, dada a superioridade do São Paulo no segundo tempo – com pênalti perdido por Vitor Bueno –, o time chegou aos oito pontos, mesma pontuação do Racing – que venceu o Sporting Cristal na terça –, mas com melhor saldo de gols.
Agora, joga contra o Racing e o eliminado Cristal em casa precisando de dois pontos apenas – isso num cenário improvável em que o Rentistas, que tem três pontos, vença os dois jogos que lhe resta. A briga agora é pela liderança do grupo com os argentinos.
Crespo terá seus titulares de volta na sexta-feira, quando enfrenta a Ferroviária no Morumbi por uma vaga nas semifinais do Campeonato Paulista.
Ele precisará lidar com a pressão de um jogo como esse, em que há amplo favoritismo a seu time, inflada por esse desejo da diretoria, que vê no Paulista a melhor chance de encerrar a fila e as piadas dos rivais.
O técnico demonstrou incômodo ao ser questionado sobre essa escolha na entrevista coletiva após o jogo contra o Rentistas, e assumiu a responsabilidade da decisão:
– A diretoria se dedica a escolher treinadores, o treinador a escolher os jogadores, e os jogadores a jogar – disse ele.
Como o ge publicou nessa semana, a diretoria respaldou a decisão de Crespo – coerente com as declarações de dirigentes na temporada, que nunca esconderam tratar o Paulista como prioridade, algo que o técnico não tentou contrariar.
Uma eventual eliminação na sexta – ou mesmo na semifinal, provavelmente no domingo – irá gerar protestos previsíveis. O Mirassol, em 2020, o Talleres, em 2019, o Audax, em 2016, e tantos outros já demonstraram, porém, que a Ferroviária pode avançar. A ver como serão divididas responsabilidades nesse caso.
São Paulo FC, Tricolor, SPFC, Campeonato Paulista
Esperar oque de um veicolo da Globolixo que só torce para os fla***** s mulambos e as galinhadas ,mas vamos tricolor contra tudo e contra todos, seremos. Campeões.
Kct toda materia fala meio q tirando barato de nos... Vao se foder
So acreditar nessa missao quando for campeao .
Só que essa obsessão pode custar a primeira colocação do nosso grupo na liberta eu fui contra usar reservas no jogo de ontem jogamos 2 pontos fora
O Crespo não está simplesmente acatando a decisão da diretoria.
O cara tbm quer ganhar um título e sabe que estamos muito mais perto pelo Campeonato Paulista.
Declaração bem tendenciosa do "jornalista"...