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Foi 15 anos atrás, em dois confrontos pela fase de grupos da Liga dos Campeões 2006/07 entre Sporting e Inter de Milão. No agregado, uma vitória para cada lado: 1 a 0 para a equipe lusitana – do hoje técnico do Palmeiras – em Lisboa; e 1 a 0 para o clube italiano – do atual técnico do São Paulo – quando jogou em seus domínios.
Mas o triunfo de Hernán Crespo foi mais marcante. Foi dele o gol(aço) da magra vitória contra a equipe de Abel. A noite iluminada do atacante argentino eliminou o Sporting da competição, e o lateral-direito português nada pôde fazer. Até porque ele pouco ficou em campo.
O atual comandante palmeirense ingressou no gramado aos 15 minutos de jogo, após o titular da posição, Marco Caneira, se machucar. Aos 27, no entanto, Abel sentiu lesão na coxa esquerda e, com semblante de frustração, pediu para deixar o gramado.
Dez minutos depois, Stankovic avistou Crespo correndo livre às costas da defesa do Sporting. O argentino recebeu e, cara a cara com o goleiro Ricardo, estufou as redes, para alegria do goleiro Julio Cesar, do lateral-direito Maicon e do atacante Adriano, os brasileiros daquela marcante Inter de Milão – o Imperador, porém, ficou no banco.
As duas substituições inesperadas pelo Sporting ainda no primeiro tempo prejudicaram o time e diminuíram as chances de o atacante Alecsandro ter o mesmo sucesso de Crespo na partida. Ele e o zagueiro Anderson Polga eram os brasileiros em campo naquele 22 de novembro de 2006.
– Lembro bem da partida que jogamos em casa e vencemos. Lembro porque logo que eu entrei, acabei dando um chapéu, e o volante da Inter (Patrick Vieira) foi expulso. Fizemos um grande jogo. (...) No outro jogo, o Abel saiu machucado, e acabamos perdendo. Ele sempre foi um grande jogador e grande líder. Um cara que respeitava muito, mas que também cobrava bastante – lembra Alecsandro, atual jogador do Noroeste.
Caminhos diferentes
Crespo e Abel tiveram caminhos muito diferentes como jogadores. O argentino colecionou gols e títulos (foi tricampeão italiano com a própria Inter, por exemplo), jogou três Copas do Mundo, ganhou Libertadores. Abel teve trajetória mais discreta: atuou apenas por equipes portuguesas até encerrar a carreira aos 34 anos, prejudicado por uma lesão.
Como treinadores, porém, o português já teve mais o que comemorar. Em menos de meio ano no Palmeiras, foi campeão da Copa do Brasil e da Libertadores.
Crespo, recém-chegado ao São Paulo, busca seus primeiros títulos no clube. Na carreira, viveu o maior momento ao vencer a Sul-Americana com o Defensa y Justicia no ano passado.
São Paulo Fc, Tricolor, SPFC, Crespo
Agora eu fico me perguntando se esse cara tivesse vindo faltando uns 5 jogos antes de acabar o Brasileiro.
O Abel devia ser gandula quando isso aconteceu. Crespo monstro como jogador e vai virar um monstro de treinador.
Como técnicos os dois estão começando ainda, mas como jogadores nn tem nem discussão, o Crespo foi um monstro de jogador, nn tem nem comparação.
Quem foi Abel é dele que vocês estão falando k, nunca ouvi falar, mas crespo foi um craque.