A Federação Paulista de Futebol (FPF) organizou outros seis jogos nesse mesmo dia, sendo dois deles com portões fechados — inclusive Ituano 1 x 1 Corinthians, em São Paulo. Do restante, em divisões inferiores, nenhum passou de 1.500 torcedores. No dia seguinte, o Estadual foi paralisado, o que durou mais de quatro meses. A final foi só em 8 de agosto, com título do Palmeiras.
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Um ano depois do último jogo com torcida no Estado a situação hoje é muito pior. O número de mortes e diagnósticos positivos bate recordes diários, assim como a lotação dos leitos de UTI e enfermaria para tratamento da covid-19, num colapso nacional do sistema de saúde.
Foi anunciada quinta-feira (11) uma fase emergencial do Plano São Paulo, que estabelece medidas mais restritivas de circulação. Entre elas, a paralisação do Campeonato Paulista pelo menos até o dia 30 de março. Uma reunião hoje (15) entre Confederação Brasileira de Futebol (CBF), FPF e governo de São Paulo determinará os próximos passos, o que pode envolver até a realização de jogos em Minas Gerais.
Há um ano, quando Mirassol e Santo André se enfrentaram, a expectativa era diferente.
Eu particularmente imaginei que seria uma breve parada, que passaria rápido. Mas com o passar dos dias a proporção de pessoas infectadas no Brasil e no mundo só aumentava, o que deixava ainda mais distante ter uma data de retorno do futebol."Rodrigo, zagueiro do Santo André
Treinador do Mirassol na ocasião, Ricardo Catalá tem a mesma impressão do jogador que foi seu adversário: "Acreditava que seria algo passageiro e muito menos doloroso para todas as nações do mundo. Na época sabíamos muito pouco sobre a covid e nem abordamos o assunto em função de não haver conhecimento sobre a doença e o que viria após aquela data. Inclusive, me lembro mais desse dia da expectativa que tínhamos de nos aproximar da classificação.
"A paralisação do Campeonato Paulista de 2021 tem sido um tema controverso, rejeitado especialmente entre os jogadores de times pequenos. Rodrigo está de novo no elenco do Santo André e classifica a situação como "complicada".
"O que está ao nosso alcance procuramos fazer ao máximo, que é higienização, uso da máscara de maneira correta, distanciamento e testes. Muitos dependem da continuidade da competição para levar o sustento à sua família, assim como eu. E não só os jogadores, o futebol é uma área econômica igual a muitas no Brasil que estão paradas causando desemprego e situações difíceis e tristes. Torço para que a decisão seja tomada da melhor maneira possível e se for para paralisar que seja para salvar vidas e não por hipocrisia."
Já Ricardo Catalá hoje dirige o São Bernardo na Série A2 do Paulistão, uma realidade potencialmente mais delicada: "Difícil opinar. O que posso dizer é que seguiremos as orientações e determinações de quem está capacitado para decidir o caminho do futebol no país."
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