Esta ideia foi lançada em novembro, após discussões entre representantes de clubes, ligas e confederações, aprovada pelo conselho da entidade em dezembro e já vale desde janeiro. A Fifa fala em "vocação tripla" da decisão: contribuir para a estabilidade contratual dos treinadores, aumentar a transparência e garantir o pagamento nos prazos acordados.
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Caso um clube descumpra um acordo, o treinador prejudicado pode acionar a Fifa. Esse mecanismo já existe quando um clube deixa de pagar pelos direitos de um jogador — aqui no Brasil dois casos de 2020 foram emblemáticos: diferentes dívidas impediram o Santos de registrar contratações, o chamado transfer ban, que segue válido; já o Cruzeiro perdeu seis pontos na Série B.
O próximo passo é que as confederações nacionais estabeleçam as mesmas regras. No momento, elas são válidas apenas para treinadores estrangeiros que trabalham no Brasil ou para brasileiros que trabalham no exterior, como explica o advogado Eduardo Carlezzo. "É que o regulamento da Fifa se aplica para partes de nacionalidade distinta. Então, treinadores brasileiros atuando no Brasil ainda não contam com esta proteção", diz, antes de completar:
Uma das grandes falhas do regulamento de transferências de jogadores da Fifa era não ter regras específicas para os contratos dos treinadores com clubes e federações. Felizmente, ainda que tarde, agora há regras claras para proteção quanto à inadimplência
salarial e a forma de rescisão de seus contratos. Em caso de inadimplência, sendo a mesma reconhecida pelo órgão competente da Fifa, o clube devedor, entre outras penalidades, pode ser proibido de contratar novos jogadores até pague a dívida."
O próprio Santos, que sofre punições recorrentes por dívidas com clubes, correu risco de uma punição que poderia ser enquadrada neste novo regulamento. O português Jesualdo Ferreira dirigiu o time entre janeiro e agosto de 2020, e o acordo da demissão previa o pagamento de R$ 7,4 milhões em 20 parcelas. O clube acumulou dois meses de atraso em novembro e dezembro, mas o profissional e seu estafe não acionaram multa nem a possibilidade de uma ação na Fifa. Os R$ 370 mil mensais voltaram a ser pagos em 2021, com o clube sob nova administração.
O impacto, a princípio, é pequeno. Mas o aumento da quantidade de treinadores estrangeiros no futebol nacional pode fazer com que as notícias sobre punições não demorem para aparecer. Se a CBF regulamentar a nova orientação e as regras começarem a ser aplicadas para treinadores brasileiros no Brasil é que a tendência é de explosão de casos.
"Atualmente, a Câmara Nacional de Resolução de Disputas da CBF já tem competência para analisar litígios entre clubes e treinadores brasileiros e caso haja uma decisão financeira favorável ao treinador, não cumprida pelo clube, é possível a aplicação da sanção disciplinar. Porém, não há regulação da CBF sobre as condições do contrato e forma de rescisão", explica Eduardo Carlezzo.
Na dúvida, o pagamento em dia segue como a melhor solução.
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Tem que coloca de técnico que fode o clube também com sua burrice
A fifa estar certo, que os dirigentes tomem mais vergonha na cara e andem com os pés no chão e planegem bem antes
Manda o Dinis Para o Cruzeiro... Ele vai ajudar
Por isso como botafogo cruzeiro e santo tantos crubes estao na falencia que sao paulo fc tome cuidado