"A gente tem duas hipóteses para esse número, mas não temos como identificar, porque não perguntamos na pesquisa. Uma é o viés político dos respondentes. Outra é a questão das torcidas organizadas, que a gente entende que estão mais propensas a defender o retorno do futebol. Do ponto de vista do torcedor há uma crise de confiança. Tirando esses 33%, pegando os demais 67%, ele quer garantias para voltar ao estádio", analisa o professor Ary José Rocco Jr, da USP, um dos responsáveis pelo estudo.
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A pesquisa foi realizada a partir de formulário online, e tem 95% de confiabilidade e 2% de margem de erro, de acordo com os autores, que a realizaram de 5 a 8 de maio. Nesta segunda (11), eles publicaram a primeira parte dos achados. Responderam o questionário 3.032 pessoas, das quais 3.000 foram consideradas válidas.
Dos entrevistados, 44% são torcedores habituais, que dizem frequentar a maioria dos jogos de seus times, 37% vai ao estádio esporadicamente e 11% respondeu que vai somente às partidas principais. Já 8% dos entrevistados disse não frequentar estádios. As respostas desses últimos foram desconsideradas para as análises.
Os pesquisadores quiseram saber: "Você é a favor da volta imediata dos campeonatos de futebol, mesmo sem a presença de público nos estádios?". A essa pergunta, 61% dos entrevistados disse "não" e 33% disse "sim". Os demais 6% não opinaram.
Já à pergunta "Você se sente seguro para frequentar os estádios de futebol do Brasil ainda este ano", a resposta mais escolhida foi "Sim, com implementações de novos protocolos de higiene, saúde e segurança", por 36% dos entrevistados. Outros 4% voltariam mesmo sem medidas adicionais. Dos entrevistados, 26% voltariam só com uma vacina e 32% não voltariam aos estádios este ano.
Os dados serão discutidos a partir de quarta-feira pelos pesquisadores, que vão definir os cruzamentos. Para Rocco, a conclusão que se pode tirar até agora é que há insegurança para a volta da torcida. "Num primeiro momento a grande conclusão é que o torcedor na pior das hipóteses quer um protocolo para se sentir suficientemente seguro para voltar ao estádio. Mas a gente ainda está analisando com mais detalhes. Do ponto de vista do torcedor, ele precisa de alguma coisa", avalia.
Assinam o estudo Rocco, que também é líder do Grupo de Estudo e Pesquisa em Comunicação de Marketing no Esporte), Erinaldo Chagas (diretor do CPB), Luis M. Barros (diretor da Sou do Esporte e integrante do grupo de pesquisa Inteligência Esportiva, da UFPR), Luiz Augusto Brum (gerente de operações da Copa América), Marina Tranchitella (executiva do Beira-Rio) e Rômulo O. Macedo (oficial de mídia da Conmebol).
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Rs...1/3 de oba oba concerteza.... são os que não estão acompanhando os noticiários
O que adianta volta.... se nao vai ter publico... n vai ter renda.... so prejuízo....